1951
 

Abril

Tratado de Paris institui a CECA e um novo PS italiano, em tempo de Mossadegh

 

Itália: fusão entre o Partido Socialista dos Trabalhadores Italianos e o Partido Socialista Unitário, contra as teses de G. Saragat (3 de Abril)

Um tribunal de Nova Iorque condena Ethel e Julius Rosenberg à pena de morte. Acusados de espionagem a favor da URSS (5 de Abril)

Afastado o general Douglas MacArthur, por divergências com Truman face à guerra da Coreia, dado que preconizava o ataque à República Popular da China (11 de Abril)

Assinatura do Tratado de Paris que institui a CECA (18 de Abril)

Reino Unido: demissão dos ministros da esquerda trabalhista, Harold Wilson e Aneurin Bevan, em Londres, com este último a protestar contra aquilo que qualifica como a política de rearmamento (22 de Abril)

Mossadegh* forma novo governo em Teerão (28 de Abril) que vai nacionalizar companhias petrolíferas no Irão, logo no dia 1 de Maio. Depois do assassinato o primeiro-ministro general Razmara (7 de Março), por extremistas islâmicos, toma posse um novo presidido por Mohammed Mossadegh, chefe da Frente Nacionalista (28 de Abril) que, depois de obter autorização do parlamento (Majlis), logo nacionaliza a Anglo-Iranian Oil Company (2 de Maio). O chefe do governo, doutor em ciências políticas e jurídicas pela Sorbonne e Neuchâtel, tinha desempenhado vários cargos políticos até 1925, quando entrou em ruptura com o imperador, mas voltou à política em 1944, como deputado, tornando-se líder do nacionalismo iraniano.

Carmona, vítima de uma pneumonia, é visitado por Salazar (8 de Março). Morre em 18 de Abril. O presidente do conselho assume, então, interinamente a chefia do Estado. Santos Costa, considerado monárquico, diz que as Forças Armadas não querem a restauração da monarquia e defende a candidatura de Salazar. Mário de Figueiredo, por seu lado, com o apoio de Cancela de Abreu, propõe a restauração da monarquia, com a oposição de Marcello Caetano e Albino dos Reisö .

Campanha eleitoral – Surgem dois candidatos da oposição: Quintão Meireles, pelo sector não-comunista, e Ruy Luís Gomesö , pelo unitarismo antifascista, comandado pelo PCP. Em Maio, Augusto de Castro, no Diário de Notícias, escreve um editorial defendendo que Salazar suceda a Carmona. Jorge Jardim é um dos mais entusiastas da tese.

Ministros marcelistas propõem, em Conselho de Ministros, que Salazar suceda a Carmona, na presidência da república (23 de Abril). Salazar, enquanto presidente da república interino, chega mesmo a emitir nota oficiosa, pela via radiofónica, contra as manobras dos deputados monárquicos (5 de Junho).

 

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© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: