Crise do petróleo (13 de Novembro)

Denúncias do caso Watergate (Novembro)

Fim da Guerra do Yom Kippur (11 de Novembro)

Novo golpe militar na Grécia; General Gizikis substitui os
coronéis* (25 de Novembro)

O Conselho debate em profundidade as medidas propostas pela Comissão
relativamente à reorganização da Política Agrícola Comum (PAC)
que irá ser implantada até ao final de 1977 (20 de Novembro)

O colapso do marcelismo – Vivem-se os ultimos dias
do marcelismo, numa altura em que se comemora o IV Centenário da aliança
luso-britânica, decorrendo também as últimas eleições para a Assembleia
Nacional, a que oposição decide não comparecer. O grão de areia que levar ao
colapso da engrenagem do colosso situacionista surge no dia 13 de Julho, quando
se publica um decreto inspirado pelo Ministro da Defesa Sá Viana Rebelo, visando
a integração dos milicianos no quadro permanente. O pretexto de intendência que,
despertando a solidariedade corporativa, serve para se desencadear o chamado
movimento dos capitães, constituído em Dezembro desse ano, base Movimento
das Forças Armadas que irá levar a cabo as operações militares vitoriosas do 25
de Abril de 1974. Os ingredientes conspiratórios começam, com efeito, a ganhar
forma e quase todos reconhecem a impotência dos tempos do fim do regime
da Constituição de 1933. Em 6 de Agosto o General Spínola regressa a Lisboa,
pouco tempo antes do PAIGC proclamar a independência de uma República da
Guiné Bissau em Madina de Boé (24 de Setembro).
Em 7 de Novembro, numa
remodelação governamental, Marcello ainda muda Silva Cunha, da pasta do
ultramar, para a da defesa, colocando, na primeira, o antigo ministro das
corporações, Baltazar Rebelo de Sousa. Segue-se, uma tentativa conciliatória,
com a nomeação de Spínola para o cargo de Vice-Chefe do Estado-Maior Geral das
Forças Armadas, sítio donde surge a gota de água que faz transbordar o cálice do
regime, o lançamento do livro Portugal e o Futuro de António de Spínola,
em 22 de Fevereiro de 1974. Subterraneamente, surgem as mais diversas
movimentações num jogo de conspirações e contra-conspirações, reais ou
imaginadas, fantasiadas ou tentadas, onde as proclamadas inventonas
acabam por ser bem mais do que as projectadas intentonas. Sob o espectro
de um golpe dos ultras vai assim medrando o movimento dos capitães que
irá assumir o protagonismo quando, depois da demissão de Costa Gomes e Spínola
(14 de Março de 1974), os militares spinolistas caem no aventureirismo do
chamado golpe das Caldas da Rainha (16 de Março seguinte).
Nova
reunião de militares em S. Pedro do Estoril onde já se fala inequivocamente no
derrube militar do regime marcelista (24 de Novembro). Surge o Movimento dos
Capitães, dito Movimento dos Oficiais das Forças Armadas (MOFA), numa
reunião ocorrida em Óbidos, onde é eleita uma Comissão Coordenadora de 19
membros.
É detido Hermínio da Palma Inácio, da LUAR, quando
prepararia o rapto de altas individualidades afectas ao regime (22 de Novembro).