

Na Conferência de Washington sobre a energia, a França não se associa
à posição dos restantes membros da CEE (11 de Fevereiro)

Soljenitsine é expulso da URSS (13 de Fevereiro)

Começa uma greve geral dos mineiros britânicos (10 de
Fevereiro).
Vitória dos trabalhistas nas eleições britânicas; 301 lugares
contra 296 dos conservadores (28 de Fevereiro)

Spínola e Costa Gomes são convocados para a residência particular de Caetano. Tomás recebe Silva Cunha e Spínola (22 de Fevereiro). Marcelo retira-se para o Buçaco, de 22 a 26 de Fevereiro. No dia 28 é recebido em audiência por Tomás e pede a demissão, que
não é aceite. Assembleia Nacional aprova voto
de confiança no governo (8 de Março).
Soares denuncia a crise – Mário Soares escreve um
artigo em Le Monde onde considera que há algo de novo em Portugal
e que a guerra está em risco de se perder na própria metrópole.
A conspiração – Primeiro comunicado do Movimento dos
Oficiais. Defende-se a democratização e a procura de uma solução política para a
questão ultramarina (8 de Fevereiro).
Em 22 de Fevereiro reunião do Movimento dos Capitães em
Cascais, no atelier do arquitecto Braúla Reis. Aí Melo Antunes
apresenta o primeiro esboço de programa daquilo que passa a movimento das
forças armadas. Costa Gomes e Spínola são eleitos chefes do movimento.
Instituídas a comissão militar do movimento, com Casanova, Monge e Otelo,
bem como a comissão política, com Melo Antunes, Vítor Alves e Vasco
Lourenço. Tais comissões hão-de terminar com a vitória militar do movimento,
surgindo uma Comissão Coordenadora do Programa do MFA, constituída por
sete elementos e sob a presidência do então coronel Vasco Gonçalves (5 de
Março).
Governo ainda reage transferindo vários oficiais ligados ao movimento,
como Vasco Lourenço, Ribeiro da Silva e Pinto Soares.
Reunião de Almeida Bruno, Dias de Lima, Casanova, Melo
Antunes e António Ramos. Ultimam os preparativos da movimentação militar. Melo
Antunes terá defendido calorosamente os comunistas.