

Conferência de Genebra sobre a questão alemã, com os USA, o
Reino Unido, a França e a URSS (11 de Maio a 20 de Junho). Adenauer que
estava para se candidatar à Presidência da República prefere manter-se
como chanceler, com prejuízo para Ludwig Erhard (4 de Junho)

De Gaulle recusa a construção em solo francês de rampas de lançamento
de mísseis para a NATO (8 de Junho). Posição idêntica havia sido já
tomada pela Islândia, Dinamarca e Noruega.

Eamon De Valera* eleito presidente da República da Irlanda (17
de Junho)

URSS denuncia acordo secreto de cooperação atómica com a RPC, que
datava de 15 de Outubro1957 (15 de Junho)

Grécia pede a sua associação à comunidade (8 de Junho)

Assembleia Parlamentar Europeia aprova as conclusões da Conferência
agrícola de Stresa (26 de Junho)
Os sete membros não CEE da OECE começam a estudar em Saltjosbaden,
nos arredores de Estocolmo, um plano sueco sobre o desarmamento
aduaneiro progressivo (1 de Junho)

Intentona – Estaria marcada para 2 de
Junho uma revolta militar, coordenada por Delgado, mas o general, desde o dia 31
de Maio, sabia que ela tinha sido desmobilizada.
Presidente não tem programa – Não tem a União
Nacional nem tem o seu candidato de apresentar um programa e a respeito dele
abrir um debate inoportuno e desprovido de sentido... O candidato a Presidente
da República só pode ter um programa: cumprir a Constituição e as obrigações que
derivam da sua letra e do seu espírito, na obediência aos princípios que nela se
consignam e na fidelidade do imperativo do bem comum que as Forças Armadas
proclamaram em 28 de Maio de 1926 (Comunicado da União Nacional, sobre a
candidatura de Américo Tomás)
Eleições (8 de Junho). A oposição é impedida de
fiscalizar as mesas de voto. O Supremo Tribunal de Justiça proclama os
resultados do sufrágio: 75% para Tomás, 23% para Delgado... Salazar desabafa
para colaboradores: se a campanha de Delgado se tivesse prolongado por mais
um ou dois meses, ele tinha ganho as eleições (Setembro).
Um processo subversivo – A campanha das oposições
não foi propriamente de propaganda do candidato à Presidência da República, mas
o desenvolvimento de um processo subversivo (Salazar).
Os inimigos da inteligência – O regime do Estado Novo
é um permanente inimigo da inteligência nacional... as ditaduras, por
muito que durem, são um regime sem futuro, defendendo um regime de pão e
liberdade para todos (Ferreira de Castro).
Protestos contra a burla – Humberto Delgado decide
criar o Movimento Nacional Independente (18 de Junho). A
reunião decorre na casa de António Sérgio, participando os representantes
nacionais e locais da candidatura. O movimento assume-se como organização civil
de indivíduos e não de grupos, repetindo programa da candidatura de Delgado e
declarando opor-se a todas as concepções totalitárias e à inclusão na sua
organização de qualquer grupo, seita ou partido. Greve de protesto contra a
chamada burla eleitoral iniciada no Couço e mobilizando rurais (23 de
Junho). Dura cerca de 8 dias. A GNR cerca a vila e leva a cabo várias detenções.
Católicos em rebeldia – Carta do Bispo do Porto, D.
António Ferreira Gomes a António de Oliveira Salazar, onde se tecem duras
críticas à falta de autenticidade corporativista e social-cristã do regime (13
de Junho). A missiva levará, depois, o prelado ao exílio, donde só regressa com
Marcello Caetano. O Bispo da Beira, D. Sebastião Soares de Resende, entra em
conflito directo com Salazar e chama-lhe chefe manhoso e terrível
(Setembro). Também em Maio, há uma carta dirigida por um grupo de católicos ao
jornal Novidades, onde se critica o apoio dado por este órgão oficioso da
Igreja Católica ao Estado Novo. Subscrita por personalidades que depois se vão
destacar como militantes do PS (João Gomes, Manuel Serra, Nuno Portas), do MDP
(Mário Murteira e Francisco Pereira de Moura) e do MES (Nuno Teotónio
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síntese do ano