1989
 

Junho

Deng com massacre

 

Eleições legislativas na Irlanda; pequena descida do Fianna Gail; mantém-se o governo de centro-direita (15 de Junho)

Eleições legislativas na Grécia; descida do PASOK, no poder desde Outubro de 1981, com 125 lugares contra 145 da Nova Democracia que, no entanto, não obtém a maioria absoluta (18 de Junho)

Eleições legislativas no Luxemburgo; 22 lugares para os sociais-cristãos; 18 para os socialistas; 11 para os liberais (18 de Junho)

Solidariedade vence as eleições legislativas parciais (4 de Junho)

Massacre de Tian An Men (4 de Junho)

Li Peng ataca Zhao que é substituído (24 de Junho)

400 deputados democratas fundam o Grupo Inter-Regional dos Deputados do Povo sob a liderança de Sakharov (29-30 de Junho)

Reunião dos ministros do ambiente dos doze (9 de Junho)

Conselho Europeu de Madrid aprova o relatório de Delors sobre a realização em três etapas da união económica e monetária. De1990 a1993, preparação dos critérios de convergência. De1994 a1998, criação do Instituto Monetário Europeu. De1991 a 2001, criação das paridades, instituição do BCE e começo da circulação do euro (26-27 de Junho)

Terceiras eleições para o Parlamento Europeu; grupo socialista, 180 lugares; Partido Popular Europeu, 121; grupo liberal, 49; grupo dos democratas europeus, 34; grupo da esquerda unitária europeia, 28; direitas europeias, 17; coligação das esquerdas, 14; subida da abstenção e aumento de votação na extrema-direita (15-18 de Junho)

Anunciada a entrada da peseta no SME (16 de Junho)

 

Eleições europeias em Portugal: PSD, 32,7%; PS, 28,5%; CDU, 14,4%; CDS, 14,1% (15 de Junho).

Nas nossas primeiras eleições gerais exclusivamente europeias, o homem comum vê-se manipulado por uma clara massificação e não tem possibilidade de discutir os reais problemas de inserção de Portugal na construção da Europa, face ao abuso do propagandismo ridículo. Todos os partidos em confronto apresentam uma espécie de modelo pronto-a-vestir em regime de saldos que, depois de votado, não dá direito a reclamações. Com efeito, a adesão às Comunidades Europeias continua, nesse ambiente, uma espécie de facto consumado pelos novos ventos de uma história que tanto nos é servida à maneira do paraíso terrestre da árvore das patacas, como pelo inferno dantesco da nossa dependência, mas sempre como algo que nos é estranho.

Confrontos em Barqueiros, na chamada guerra do caulino (26 de Junho).

 
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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: