Reunião dos ministros do ambiente dos doze (9 de Junho)
Eleições legislativas na Irlanda; pequena descida do Fianna Gail;
mantém-se o governo de centro-direita (15 de Junho)
Terceiras eleições para o Parlamento Europeu; grupo socialista, 180
lugares; Partido Popular Europeu, 121; grupo liberal, 49; grupo dos
democratas europeus, 34; grupo da esquerda unitária europeia, 28; direitas
europeias, 17; coligação das esquerdas, 14; subida da abstenção e aumento
de votação na extrema-direita (15-18 de Junho)
Anunciada a entrada da peseta no SME (16 de Junho)
Eleições legislativas na Grécia; descida do PASOK, no poder desde
Outubro de 1981, com 125 lugares contra 145 da Nova Democracia que, no
entanto, não obtém a maioria absoluta (18 de Junho)
Eleições legislativas no Luxemburgo; 22 lugares para os
sociais-cristãos; 18 para os socialistas; 11 para os liberais (18 de
Junho)
Conselho Europeu de Madrid aprova o relatório de Delors sobre a
realização em três etapas da união económica e monetária. De1990 a1993,
preparação dos critérios de convergência. De1994 a1998, criação do
Instituto Monetário Europeu. De1991 a 2001, criação das paridades,
instituição do BCE e começo da circulação do euro (26-27 de Junho)
Massacre de Tian An Men (4 de Junho)
Solidariedade vence as eleições legislativas parciais (4 de Junho)
Li Peng ataca Zhao que é substituído (24 de Junho)
400 deputados democratas fundam o Grupo Inter-Regional dos Deputados
do Povo sob a liderança de Sakharov (29-30 de Junho)
Eleições europeias em Portugal: PSD, 32,7%; PS, 28,5%; CDU, 14,4%; CDS, 14,1% (15 de Junho).
Nas nossas primeiras eleições gerais exclusivamente europeias, o homem comum vê-se manipulado por uma clara massificação e não tem possibilidade de discutir os reais problemas de inserção de Portugal na construção da Europa, face ao abuso do propagandismo ridículo. Todos os partidos em confronto
apresentam uma espécie de modelo pronto-a-vestir em regime de saldos que, depois de votado, não dá direito a reclamações. Com efeito, a adesão às Comunidades Europeias continua, nesse ambiente, uma espécie de facto consumado pelos novos ventos de uma história que tanto nos é servida à maneira
do paraíso terrestre da árvore das patacas, como pelo inferno dantesco da nossa dependência, mas sempre como algo que nos é estranho.