Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Baracho, Sebastião de Sousa Dantas (1844-1921) General. Par do reino desde 1900, apoiante dos nacionalistas. Adere aos republicanos e aparece como deputado em 1911.

 

 

Barbacena, 1º conde e 6º visconde de. Luís antónio furtado de castro do rio mendonça e faro (1754-1830). Ministro dos negócios estrangeiros no governo nomeado por D. João VI em 3 de Julho de 1821, até 29 de Julho do mesmo ano. Ministro da guerra de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826. Ministro da guerra de D. Miguel desde 21 de Fevereiro de 1829 a 15 de Agosto de 1833.

 

 

Barca, 1º Conde da Ver Azevedo, António de Araújo e

 

 

Barradas, Fernando Luís Pereira de Sousa (1757-1841) Como ministro do último governo de D. João VI em 1825-1826, conhecido como governo Lacerda/Barros, e que substituiu o de Palmela/ Subserra. Foi este gabinete que tentou pacificar a sociedade portuguesa através de uma série de amnistias e que preparou o reconhecimento da independência do Brasil, visando a criação de uma monarquia dual. Alguns historiadores acusam o gabinete de reunião de mediocridades que visava a mera acalmação pela inércia, quando as individualidades que nele participam tentam o impossível da autonomia portuguesa de acordo com a táctica joanina. ·Secretário de Estado da regência nomeada pelas Cortes em 28 de Janeiro de 1822. Assume então os chamados assuntos do reino.·Ministro da justiça de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826. ·Preso em 1828-1833.

 

 

Barros, Henrique da Gama  (1833-1925) Nasce em Lisboa. Formado em direito em 1854. Magistrado. Administrador do concelho de Sintra desde 1857. Passa para Lisboa, onde chega a governador civil. Apoiante de João Franco.·História da Administração Pública em Portugal nos séculos XII a XVLisboa, 1895-1922. Há uma segunda edição de Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1945-1954, com prefácio do Torquato Sousa Soares.

 

 

Barros, José António de Oliveira Leite de ( 4º Conde de Basto desde 1829) (1749-1833), 4º conde de Basto desde 1829. Figura central da ala dura do partido apostólico e símbolo da opressão do governo miguelista, em tensão com a facção moderada de Cadaval e Santarém. Intimamente ligado ao chamado partido rainhista. Formado em leis em 1780 e desembargador desde 1795. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Ministro do reino e da justiça de 19 de Março a 14 de Maio de 1824. Ministro do reino e da marinha de D. Miguel, desde 26 de Fevereiro de 1828. Passa a chefiar o governo, substituindo Cadaval, em 1 de Julho de 1831. Morre em 2 de Agosto de 1833 de colera morbus em Coimbra. Em 1834, os pedristas profanam o respectivo túmulo e arrastam o corpo pelas ruas da cidade de Coimbra.

 

 

Bastos, José Joaquim Rodrigues de (1777-1862) Advogado e magistrado. Adere à martinhada de 11 de Novembro de 1820. Deputado em 1821-1822, sendo secretário das Cortes. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental Intendente geral da polícia em 1827. Afastado em 1833, transforma-se em escritor de assuntos religiosos, nomeadamente  Meditações e discursos religiosos, de 1842, e A Virgem da Polónia, 1857.

 

 

Bayard, Ildefonso Leopoldo (1785-1856). Maçon. Diplomata  de 1822 a 1828 (Dinamarca e Prússia) e de 1839 a 1843 (Rio de Janeiro). Director da Companhia das lezírias em 1837. Ministro da guerra de Saldanha, entre 28 de Abril e 3 de Maio de 1847. Acumula os estrangeiros, desde essa data até 22 de Agosto de 1847.

 

 

Beirão, Caetano Maria Ferreira da Silva (1807-1871)Lente da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e deputado miguelista em 1842 e 1862. Participa na revolta de 1844 contra o cabralismo. II13 IX9

 

 

Beirão, Francisco António da Veiga (1841-1916) Professor do Instituto Industrial  e presidente da associação de Advogados de Lisboa. Começou por militar nos reformistas e transformou-se no delfim de José Luciano, em rivalidade com José de Alpoim. Considerado um homem da esquerda antiga.·Deputado entre 1880 e 1904. ·Ministro da justiça de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1890. ·Ministro dos estrangeiros de 1898 a 1900 em novo governo de José Luciano, durante a guerra dos boers, quando se assinou a Declaração de Windsor de Outubro  de 1899. ·Presidente do ministério, de 22 de Dezembro de 1909 a 26 de Junho de 1910. O respectivo governo é abalado pela questão Hinton e pelo escândalo do Crédito Predial.

Beirão, Francisco António da Veiga (1841-1916). Professor do Instituto Industrial  e presidente da associação de Advogados de Lisboa. Começou por militar nos reformistas e transformou-se no delfim de José Luciano, em rivalidade com José de Alpoim. Ministro da justiça de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1890. Presidente do ministério, de 22 de Dezembro de 1909 a 26 de Junho de 1910. Considerado um homem da esquerda antiga, opôs-se a José Maria Alpoim.

 

 

Beresford, William Carr (1768-1854). Oficial inglês. Comandante chefe do exército português de 1816 a 1820. Feito duque de Elvas.

 

 

Betsaida, Bispo de Ver Gouveia, D. António Aires (1828-1916).

 

 

Bezerra, João Paulo Ministro da fazenda e interino da guerra e dos negócios estrangeiros do governo de D. João VI, no Rio de Janeiro, entre 21 de Junho de 1817 e 29 de Novembro de 1817, data em que faleceu. Sucedeu ao conde da Barca. Neste período, o outro ministro junto de D. João VI era apenas Tomás António de Vila Nova Portugal.

 

 

Bóbeda, Visconde da Ver Pizarro, Joaquim de Sousa  Quevedo (1777-1838)

 

 

Bocage, Carlos Roma Du (1850-1918). Cronista de política internacional do Diário de Notícias, 1906-1907. Historiador diplomático. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909. Candidato derrotado à presidência da Sociedade de Geografia de Lisboa, quando venceu o republicano Consiglieri Pedroso. Autor de Primeiras Embaixadas de El-Rei D. João IV, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1918.

 

 

Bocage, José Vicente Barbosa Du (1823-1907) Maçon. Bacharel em medicina.(1846). Zoólogo. Combate na Patuleia. Lente da Politécnica desde 1849, onde organiza o museu de zoologia. Membro do partido regenerador. Deputado em 1879. Par do reino desde 1881. Ministro da marinha e ultramar de 30 de Janeiro a 24 de Outubro de 1883, data em que assume a pasta dos negócios estrangeiros até 20 de Fevereiro de 1886, num governo de Fontes. Ministro dos negócios estrangeiros de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Presidente e co-fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa. Faleceu em 3 de Novembro de 1907.

 

 

Bonfim, 1º Conde do. José Lúcio Travassos Valdez (1787-1862). Maçon. Clérigo e oficial do exército. Coadjutor da Sé de Elvas. Participa na guerra peninsular, nomeadamente nas batalhas da Roliça e do Vimeiro. Fez parte do estado-maior de Beresford. Reprime a revolta de 1823. Nomeado em 1832 ajudante-general do Estado-Maior do exército pedrista. Ministro da guerra e da marinha no governo de Sá da Bandeira, de 9 de Novembro de 1837 a 18 de Abril de 1839. Entre 26 de Novembro de 1839 e 9 de Junho de 1841, presidente do ministério e ministro da guerra e da marinha. Par do reino em 1842, opôs-se ao governo de Terceira-Cabral em 1843..Participante da patuleia, em 1846-1847, será deportado para Moçâmedes.

 

 

Borges, José Ferreira (1786-1838). Maçon. Formado em cânones (1805). Advogado no Porto e secretário da Companhia dos Vinhos do Alto Douro. Membro do Sinédrio. Deputado em 1821-1822. Emigrado em Londres de 1823 a 1827. Autor do projecto de Código Comercial de 1833. ·Principios de Syntetologia

 

 

Botelho, José Maria de Sousa (1758-1825) Morgado de Mateus Embaixador em Madrid desde 6 de Janeiro de 1801. Enviado para negociar a paz com a França, por mediação de Madrid. Embaixador em Paris junto de Bonaparte, em 1802-1803.

 

 

Botelho, José Nicolau Raposo. General. Ministro da guerra do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910.

 

 

Bourmont, Louis Auguste Victor de Ghaines, Conde de  (1773-1846) Marechal francês, vendeiano. Colabora com Luís XVIII. Célebre pelos feitos cometidos na colonização de Argélia. Ministro da guerra de D. Miguel, nomeado em 15 de Agosto de 1833, demite-se logo em 21 de Setembro seguinte. Tinha sido chefe de estado maior de Loison. Contratado em Paris por António Ribeiro Saraiva, depois de ter estado implicado na conspiração da duquesa de Berry.

 

 

Braamcamp de Almeida Castelo Branco (Ou Braamcamp Senior), Anselmo José (1791-1841)  Deputado em 1821-22 e 1824-32; senador em 1838-41. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821.

 

 

Braamcamp, Anselmo José (1819-1885). Bacharel em direito, 1840. Filho de Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1791-1841). Maçon. Anticabralista, secretário de Sá da Bandeira durante a Patuleia, lado a lado com José Estevão. Pertence à Comissão Revolucionária de Lisboa em Maio de 1849, juntamente com José Estevão, Rodrigues Sampaio e Oliveira Marreca. Deputado desde 1851. Ministro do reino de 21 de Fevereiro de 1862 a 16 de Janeiro de 1864 no governo de Loulé, tomando medidas contra as congregações religiosas, no sentido do proposto or Vicente Ferrer de Neto Paiva. É então que as Irmãs da Caridade acabam por embarcar para França em 9 de Maio de 1862. Alinha então na facção da luva branca dos históricos, liderada por Loulé e ao lado de Mendes Leal e José Luciano. Ministro da fazenda em novo governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. É então o responsável pelas reformas financeiras de Agosto de 1869, com a reforma da contribuição predial e da contribuição industrial, e a introdução da contibuição pessoal, o primeiro imposto português sobre o rendimento. Programa também a institucionalização daquilo que virã a ser a Caixa Geral de Depósitos. Par do reino desde Abril de 1874. Organiza o partido progressista, sendo o principal subscritor do pacto da Granja de 1876. É então uma grave e entristecida figura, levemente céptica. Presidente do ministério de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881 (664 dias), acumulando a pasta dos negócios estrangeiros, lançando um programa de moralidde e liberdade. Tem, então, o apoio dos avilistas e a benevolência dos constituintes. Morre em 13 de Novembro de 1885. I75

 

 

Branco, António Roberto de Oliveira Lopes (1808-1889). Magistrado. Maçon. Governador civil de Coimbra em 1842-1843. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1860-1861; 1861-1864; 1868-1869. Segundo Lavradio, III, p. 283, homem sem princípios fixos, isto é, homem de ganhar, pois tem pertencido a todos os partidos. Era da oposição ao cabralismo em 1846, mas ofendeu-se com o governo de Palmela e passou a seguir Saldanha depois de 6 de Outubro de 1846. Ministro da fazenda de Saldanha, entre 29 de Janeiro e 18 de Junho de 1849.

 

 

Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890) 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885 Estuda na Escola Médico-Cirúrgica do Porto em 1844-1845 e em Coimbra, em 1845-1846. Amanuense no governo civil de Vila Real em 1847. Em 1846-1847 foi iniciado na maçonaria por Ricardo Jorge, junto de José da Silva Passos. Preso como adúltero entre 1859-1861. Casou com Ana Plácido em 1863. Participa na Questão Coimbra em 1865. Publica A Queda de um Anjo em 1866. Maria da Fonte, 1884. Suicidou-se no dia 1 de Junho de 1890.

 

 

Branco, João Soares. Major. Ministro da fazenda no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da fazenda do governo seguinte, de Veiga Beirão.

 

 

Brandão, António Emílio Correia de Sá (1821-1909). Jurista. Maçon. Magistrado. Deputado em 1842-1845; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1869-1870; 1879. Governador civil de Coimbra em 1847 e 1847-1848. Ministro da justiça de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891.

 

 

Brandão, João (1827-1880) Bandido da Beira, a partir de Midões. Foi apoiante dos Cabrais. Depois de 1851, transformou-se num iinfluente local, apoiando ora o governo, ora a oposição.

 

 

Breyner, Pedro de Melo (1751-1830). Maçon. Licenciado em cânones (1777) Desembargador da Relação do Porto (1783) e da Casa da Suplicação  (1787). Membro do conselho de regência em 1807, depois da ida da Côrte para o Basil, colaborará com os franceses, nomeadamente quando fez parte do Conselho de Guerra que Junot estabeleceu para julgar a revolta de 1808. Diplomata em Roma (1819), Nápoles (1822) Génova e Paris (1824-1825). Ministro da justiça do governo da regência de D. Isabel Maria de 14 de Novembro a 16 de Dezembro de 1826. Tenta, então, golpe palaciano em 6 de Dezembro, visando afastar Lavradio e Sobral, mas estes no dia 11 já regressam às respectivas funções ministeriais. Preso em 1828-1830.

 

 

Brito, Elvino José de Sousa (1851-1902).Goês. Engenheiro pelo Porto. Progressista. Deputado desde 1874. Director-geral de agricultura e secretário-geral do MOPCI. Par desde 1898. Lente do Instituto Industrial de Lisboa. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no segundo governo de José Luciano, de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900.

 

 

Burnay, Henrique (1837-1909). Filho de um médico belga. Começa a vida como empregado do banqueiro Carlos Kus, com cuja filha casa; fundou, depois em Lisboa a casa Henry, Burnay & Cª, depois banco Burnay. Conde desde 1886. Deputado em 1894 e 1898. O palácio da Junqueira, onde funciona o ISCSP, foi por ele reconstruído. Será vendido em hasta pública no ano de 1937.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 19-12-2003