Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Valença, 5º Marquês de D. José Bernardino de Portugal e Castro. Faz parte da deputação que em 1838 cumprimenta Napoleão em nome do povo português. Ministro da guerra no governo da regência de D. Isabel Maria, de 6 de Dezembro de 1826 a 9 de Janeiro de 1827, quando é substituído por Candido José Xavier. Chefe do governo e ministro dos negócios estrangeiros do frustrado governo da belenzada, constituído de 4 para 5 de Novembro de 1836.

 

Valmor, 1º Visconde José Isidoro Guedes. Dirigente das associações comerciais do Porto e de Lisboa. Deputado em 1846 e 1848-1851. Par do reino de 1853-1870. Maçon.

 

 

Valmor, 2º Visconde de  (1837-1898) Fausto de Queirós Guedes. Sobrinho do 1º Visconde de Valmor, herda-lhe o título em 1870. Diplomata e mecenas de arte. Deixa um importante legado à Câmara Municipal de Lisboa, instituindo-se a partir de 1902 o Prémio Valmor para o mais belo edifício construído na cidade.

 

 

Vargas, José Marcelino de (1802-1876) Proprietário. Bacharel em direito. Maçon. Alinha na dissidência anti-cabralista do Supremo Conselho do Grau 33, liderada por José da Silva Carvalho, de 1840 a 1885. Magistrado. Do Supremo Tribunal de Justiça. Deputado em 1834-36; 1840-42; 1848-1851; 1851-1852; 1857-1858; 1860-1861; 1871-1874. Ministro do reino de 29 de Janeiro a 18 de Junho de 1849, no governo presidido por Saldanha. Era então juiz de direito da quarta vara de Lisboa. Ministro da  marinha em Abril de 1860. Ministro da justiça no governo de Ávila, de 1 de Março a 13 de Setembro de 1871. Presidente da Câmara dos Deputados entre 1872 e 1874. Par do reino desde 1874. Aliado maçónico de Silva Carvalho.

 

 

Vargas, Manuel Francisco. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Hintze, de 30 de Novembro de 1900 a 23 de Fevereiro de 1903.

 

 

Vasconcelos Correia, António César de. (1797-1865) 1º Visconde (desde 1855) e 1º Conde (desde 1862) de Torres Novas. Grande proprietário. Oficial do exército. Maçon. Da Carbonária. Ministro do reino, da fazenda e da justiça em 1831. Deputado em 1834-35. Opositor dos chamorros, é um dos oficiais demitido por Saldanha em 1835. Eleito deputado em 29 de Novembro de 1835, no grupo da ex-oposição pura, apoiante do governo de José Jorge Loureiro. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Comandante da guarda municipal em 1836. Um dos chefes da revolta de Torres Novas em 1844, ao lado do conde do Bonfim. Deputado em 1851- 1856. Governador da Índia em 1855-1864. Par do reino desde 1862. Ministro da guerra no governo da fusão, de Joaquim António de Aguiar, desde 4 de Setembro de 1865, morrendo no exercício das suas funções.

 

Vasconcelos, Alberto Osório de (1842-1881) Oficial do exército. Maçon. Ajudante de campo de Sá da  Bandeira. Funda A Democracia em 1872. Deputado em 1870-171; 1871-1874; 1875-1878 e 1879.

 

 

Vasconcelos, António Augusto Teixeira de (1816-1878). Bacharel em direito (1844). Jornalista, romancista e diplomata nos Estados Unidos. Deputado. Maçon. Governador civil de Vila Real em 1846. Presidente da  câmara de Luanda em 1851.

 

 

Vasconcelos, António Barreto ferraz de (1789-1861) 1º Visconde da Granja Desde 1847 Maçon. Magistrado. Presidente da Relação de Lisboa. Juiz do Supremo Tribunal de Justiça. Ministro da justiça no governo de Palmela entre 24 de Setembro de 1834 e 28 de Abril de 1835, onde é substituído por Manuel Duarte Leitão. Maçon. Deputado 1834-36 e 1838-1840. Par do reino desde 1842.

 

Vasconcelos, António Teles Pereira de. Ministro da justiça do governo de Dias Ferreira, entre 27 de Maio de 1892 e 23 de Fevereiro de 1893.

 

 

Vasconcelos, Jerónimo Pereira de Barão da Ponte da Barca. Ministro da guerra no governo de Saldanha, entre 3 de Maio e 22 de Agosto de 1847.

 

Vasconcelos, Joaquim José Dias Lopes (m. 1866) Maçon. Cabralista. Governador civil do Porto em 1848-1851. Deputado em 1846 e 1848-1851.

 

Vasconcelos, Matias de Carvalho (1832-1910) Maçon. Lente de Coimbra. Deputado histórico 1865-1870. Par do reino desde 1880. Ministro da fazenda desde 5 de Março de 1865. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de José Luciano de 7 de Fevereiro a 8 de Novembro de 1897.

 

 

Veiga, Augusto Manuel Alves da (1850-1924) Advogado e jornalista. Propagandista republicano, dirige o semanário República Portuguesa. Um dos organizadores da revolta de 31 de Janeiro de 1891, passa para o exílio parisiense até 1910. Ministro de Portugal em Bruxelas depois da implantação da República.

 

 

Viana, Manuel Terra Pereira. Comandante. Ministro da marinha e ultramar no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.

 

 

Videira, José Carrilho (1845  Republicano. Proprietário da Nova Livraria Internacional da Rua do Arsenal, fundador do Rebate, desde 1873, da Biblioteca Republicana Democrática e da Revista de Estudos Livres, colaborador de Teixeira Bastos e Teófilo Braga. Com Teixeira Bastos, edita um Catecismo Republicano para Uso do Povo.

 

 

Vieira, Custódio José (1823-1879) Nasce em Peso da Régua. Formado em direito. Participa na Patuleia como comissário civil de Sá da Bandeira. Advogado no Porto. Director e principal redactor de O Portuense. Deputado em 1865-1868 e 1875-1878. Reitor do liceu do Porto de 1875 a 1878. Compadre e amigo de Camilo Castelo Branco. Chega a assumir perspectivas

socialistas e iberistas.

 

 

Vieira, Padre Casimiro José Um dos principais chefes da guerrilha miguelista durante a guerra civil de 1846-1847.

·Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846 ou da Maria da Fonte, escriptos pelo Padre Casimiro, finda a guerra, em 1847

Braga, Typographia Lusitana, 1883.

 

Vila Real, Conde de e Morgado de Mateus  D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1785-1855). Filho de D. José Maria, morgado de Mateus (1758-1825), embaixador de Portugal em Copenhaga e Estocolmo (1791-1797), Madrid (1801), Paris (1802-1804) e São Petersburgo (1805), residente em Paris, desde 1817. Conde de Vila Real desde 1823. Maçon. Tenente de cavalaria em 1807, combateu os franceses. Ajudante de campo de Beresford em 1809. Bacharel em direito por Gotinga. Passou para a diplomacia em 1814. Exerce funções em Londres (1814), Madrid (1814-1820), Londres (1820-1821; 1823-1825; 1827), Paris (1826) e São Petersburgo (1855, onde faleceu). Não aderiu à revolução de 1820. Adere à vilafrancada de 1823. Apoiou a revolta do conde de Amarante em 1823. Nomeado brigadeiro e embaixador em Londres nesse mesmo ano. Embaixador em Madrid em 1826. Nomeado ministro da guerra e dos negócios estrangeiros por D. Miguel, de 26 de Fevereiro a 3 de Maio 1828. Emigra de 1828 a 1833. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Palmela entre 24 de Setembro de 1834 e 27 de Maio de 1835. Um dos principais compradores dos bens nacionais em 1835. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Ministro no governo do conde de Bonfim, entre 14 de Dezembro de 1839 e 23 de Junho de 1840 (ministro da marinha até 28 de Dezembro de 1839 e dos negócios estrangeiros, depois desta data). Ministro da guerra no governo de Joaquim António de Aguiar, de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842. Participa na Junta do Porto da Patuleia em 1846-1847. Exílio de 1846 a 1854.

 

 

Vila Real, Conde de. Botelho Mourão e vasconcelos, José Maria de Sousa (1758-1825) Morgado de Mateus. 1º conde de Vila Real desde 24 de Junho de 1823, na sequência da Vilafrancada. Embaixador de Portugal em Copenhaga e Estocolmo (1791-1797). Embaixador em Madrid desde 6 de Janeiro de 1801, até 1804. Enviado para negociar a paz com a França, por mediação de Madrid. Embaixador em Paris junto de Bonaparte, em 1802-1803. Passa para São Petersburgo em 1805. Reside em Paris desde 1817. Embaixador em Londres desde Junho de 1823. Editor de Os Lusíadas em 1817.

Maçon. Tenente de cavalaria em 1807, combateu os franceses. Ajudante de campo de Beresford em 1809. Bacharel em direito por Gotinga. Passou para a diplomacia em 1814. Exerce funções em Londres (1814), Madrid (1814-1820), Londres (1820-1821; 1823-1825; 1827), Paris (1826) e São Petersburgo (1855, onde faleceu). Não aderiu à revolução de 1820. Adere à vilafrancada de 1823. Apoiou a revolta do conde de Amarante em 1823. Nomeado brigadeiro e embaixador em Londres nesse mesmo ano. Embaixador em Madrid em 1826. Nomeado ministro da guerra e dos negócios estrangeiros por D. Miguel, de 26 de Fevereiro a 3 de Maio 1828. Emigra de 1828 a 1833. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Palmela entre 24 de Setembro de 1834 e 27 de Maio de 1835. Um dos principais compradores dos bens nacionais em 1835. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Terceira, de 20 de Abril a 10 de Setembro de 1836. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Ministro no governo do conde de Bonfim, entre 14 de Dezembro de 1839 e 23 de Junho de 1840 (ministro da marinha até 28 de Dezembro de 1839 e dos negócios estrangeiros, depois desta data). Ministro da guerra no governo de Joaquim António de Aguiar, de 9 de Junho de 1841 a 7 de Fevereiro de 1842. Participa na Junta do Porto da Patuleia em 1846-1847. Exílio de 1846 a 1854.

 

 

Vila Verde, 8º Conde de . D. Diogo José de Noronha (1747-1806). Chefe do governo entre 1801 e 1803. Próximo das posições do chamado partido inglês.

 

 

Vilaça, António Eduardo Augusto (1852-1914) Oficial de engenharia. Parlamentar. Ministro da marinha e ultramar de José Luciano de 18 de Agosto de 1898 a 26 de Junho de 1900. Ministro dos negócios estrangeiros de José Luciano, entre 20 de Outubro de 1904 e 19 de Março de 1906. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.

 

 

Vilas-Boas, Alfredo Vieira Coelho Pinto de(1860-1926). 1º Conde de Paçô Vieira Desde 1896. Deputado em 1890-92, 93 e 94. Governador civil de Ponta Delgada em 1896. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Hintze Ribeiro de 23 de Fevereiro de 1903 e 20 de Outubro de 1904.

 

 

Vilhena, Júlio Marques de (1846-1928). Deputado regenerador em 1875-1878; 1879; 1880-1881; 1882-1884 e nas sessões seguintes. Par do reino desde 1890. Ministro da marinha e ultramar com Rodrigues Sampaio (de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881). Ministro da justiça com Fontes (de 14 de Novembro de 1881 a 24 de Outubro de 1883). Ministro da marinha e do ultramar, de 5 de Abril a 14 de Outubro de 1890, no governo de António Serpa. Ministro da marinha e do ultramar com João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Governador do Banco de Portugal de 1895 a 1907. Chefe do partido regenerador em 1908. Leva à demissão o governo de Ferreira do Amaral. Aconselha D. Manuel II a ir a casa de José Luciano em 27 de Agosto de 1909. Segundo Alpoim, foi um mau dirigente político de colectividades partidárias pela feição individualista, muito crítica e melindrosa, muito característica e especial do seu alto espírito. Faleceu em Lisboa em 27 de Dezembro de 1928.

   ·As Raças Históricas da Península Ibérica e a Sua Influência no Direito Português

 1873.

·Antes da República. Notas Autobiográficas

I (1874-1907), Coimbra, França e Arménio, 1916. II (1908-1910), Coimbra, França & Arménio, 1916;

·Suplemento. Resposta a um Livro Póstumo

Coimbra, França & Arménio, 1918;  com um suplemento de 1918.

·D. Pedro V e o seu Reinado

Lisboa, 1921.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003