Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


<<

||

Home

|

1974-Hoje

|

1926-1974

|

1910-1926

 

Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)

A|B|C|D|E|F|G|H|I|J|K|L|M|N|O|P|Q|R|S|T|U|V|W|X|Y|Z

 

Cabral Pais do Amaral, António Ferreira (1863-1956). Jurista. Ministro as obras públicas, comércio e indústria de 27 de Dezembro de 1905 a 19 de Março de 1906 num governo de José Luciano. Ministro da marinha e ultramar no governo de Campos Henriques de 26 de Dezembro de 1998 a 11 de Abril de 1909. Propagandista monárquico depois de 1910. Biógrafo de Camilo e Eça. Autor de As Minhas Memórias Políticas, em dois tomos: Na Linha de Fogo, Lisboa, 1930; Em Plena República, Lisboa, 1932, bem como de Alexandre Cabral. Memórias Políticas. Homens e Factos do meu Tempo, 1923.

 

 

Cabral, Alexandre. Reitor da Universidade de Coimbra. Ministro do reino no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ver António Cabral, Alexandre Cabral. Memórias Políticas. Homens e Factos do meu Tempo, 1923.

 

 

Cabral, António Bernardo da Costa (1803-1889). 1º Conde (1845) e  1º Marquês de Tomar (1878) Bacharel em direito (1823). Maçon. Juiz de fora em Penela (1828). Exílio de 1828 a 1832. Procurador na relação do Porto em 1832-33; juiz nos Açores em 1833-1834. Deputado em 1834-1835. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Administrador geral do distrito de Lisboa em 9 de Março de 1838. Ministro da justiça no governo do conde de Bonfim, entre 26 de Novembro de 1839 e 9 de Junho de 1841. Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846 e de 1847 a 1849 (tem como colaboradores o visconde da Oliveira, como grande inspector, e Moura Coutinho, como grande orador).  Ministro da justiça no governo de Joaquim António de Aguiar, desde 9 de Junho de 1841. Em 27 de Janeiro de 1842 comanda o pronunciamento de restauração da Carta, no Porto. Chega a Lisboa em 19 de Fevereiro. Assume a pasta do reino em 24 de Fevereiro de 1842, substituindo Luís Mouzinho de Albuquerque, mantendo-se em tal posição até 20 de Maio de 1846. Acumula com o cargo de ministro da justiça de 27 de Junho de 1842 a 3 de Maio de 1845. Vence as eleições de 5 de Junho de 1842 (onde enfrenta a ampla coalição) e de 13/ 17 de Agosto de 1845. Jugula as revoltas radicais de Fevereiro  e Abril de 1844 (as chamadas revoltas de Torres Novas e de Almeida, respectivamente). Feito conde de Tomar em 8 de Setembro de 1845. Regressa à pasta da justiça em 21 de Abril de 1846, até 20 de Maio seguinte. A sublevação do Minho desencadeia-se em 19 de Março de 1846. Embaixador em Madrid de 1846 a 1849. Volta ao governo entre 18 de Junho de 1849 e 1851, como presidente do conselho. Embaixador no Vaticano desde 1870.

 

 

Cabral, António Filho de António Bernardo da Costa Cabral. Deputado em 1868-1869; 1869-1870; 1882-1884 e 1884-1887.

 

 

Cabral, João Rebelo da Costa (1804-1881)

 

 

Cabral, José Bernardo da Silva Costa(1801-1869). Conde de Cabral Em 24 de Outubro de 1867

 

 

Cabreira, Sebastião Drago Valente de Brito (1763-1833). Bacharel em matemática e general. Participou nas campanhas do Rossilhão. Comanda no Algarve a revolta contra os franceses em 1808. Membro do Sinédrio. Vice-presidente da Junta do Porto de 1820. Presidente da Junta preparatória das Cortes. Alinha na martinhada. Exilado em 1824, regressa em 1826. Emigra depois de 1828. Governador militar da Terceira em 1831.

 

 

Cadaval, 6º Duque do. D. Nuno Álvares Pereira de Melo. Ministro assistente ao despacho desde 26 de Fevereiro de 1828 a 1 de Julho de 1831. Tendo apoiado D. Miguel em 1823, é nomeado para o Conselho de Regência de 1826, sendo, logo depois, presidente da Câmara dos Pares.

 

 

Caldeira Castelo Branco, Manuel António Velez (1791-1868). Jurista. Juiz. Maçon. Mindeleiro. Membro da Sociedade Patriótica Lisbonense em 1835. Ministro da justiça do governo de José Jorge Loureiro entre 18 de Novembro de 1835 e 20 de Abril de 1836. Deputado em 1834-1836. 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861. Par do reino desde 1861. Presidente da Câmara dos Depuatdos em 1858-1859. Morre em 10 de janeiro de 1868.

 

 

Caldeira, Elvas. General. Ministro da guerra no governo de Wenceslau de Lima, entre 14 de Maio e 22 de Dezembro de 1909.

 

 

Caldeira, Francisco Soares. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Um dos mentores dos arsenalistas em 1836. Comandante da Guarda Nacional. Nomeado administrador do distrito de Lisboa em 1836, onde foi substituído por A. B. Costa Cabral. Autor de Memória que o coronel de milícias de Tomar, Francisco Soares Caldeira, dirige aos seus amigoas, narrando os acontecimentosa que tiveram lugar durante a emigração, Lisboa, 1834 (42 pp.).

 

 

Cândido da Silva, Jacinto (1857-1926) Natural de Angra do Heroísmo. Professor de liceu na cidade natal. Politicamente, começa como deputado regenerador, destacando-se como secretário da comissão para as comemorações do centenário de Camões em 1880.  Ministro da marinha e do ultramar no governo de Hintze, entre 26 de Novembro de 1895 a 7 de Fevereiro de 1897. Abandona os regeneradores e é um dos fundadores do partido católico, dito Partido Nacionalista.

[1909]  A Doutrina Nacionalista

 Porto, Empresa Literária e Tipográfica, 1909.

[1963]

Memórias Íntimas para o meu Filho (1898-1925)

Edição de José Lopes Dias, Castelo Branco, Edição de Estudos de Castelo Branco, 1963

 

 

 

Cândido Ribeiro da Costa, António  (1850-1922) Padre, professor de direito e ministro da monarquia constitucional. Autor de uma tese de doutoramento sobre o problema eleitoral de 1878. Eleito deputado pela primeira vez como progressista em Outubro de 1879. Estreia-se parlamentarmente em 17 de Fevereiro de 1880, com o célebre discurso da Vida Nova, em nome de mais liberdade. Nessa década de 1880 firma-se pela eloquência, sendo conhecido como a águia do Marão. Contudo, em 1885, já diz aceitar uma solução ditatorial provisória, destacando-se do enquadramento lucianista. Ministro do reino de João Crisóstomo de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Regressa ao seio dos progressistas em 8 de Junho de 1894. Declara-se relativista em filosofia. Larga as tarefas universitárias e prefere o cursus honorum de uma brilhante carreira política, parlamentar e governamental. Talvez tenha produzido um dos primeiros trabalhos portugueses retintamente politológicos, durante quase um século perdido na poeira das bibliotecas e sem qualquer efeito criador de uma escola ou de uma corrente de pensamento

 

[1878]

Princípios e Questões de Philosofia Política

2 vols.

I - Condições Scientificas do Direito de Suffragio, 1878;

[1881]

II - Lista Multipla e Voto Uninominal

[1890]

Discursos e Conferências

 

1890.

[1894]

Discursos Parlamentares. 1880 - 1885

 

Porto, 1894.

[1901]

Na Academia e no Parlamento

 

1901.

 

 

 

Canning, George (1770-1827). Duas vezes ministro dos negócios estrangeiros britânico (1807-09, 1822-27) e primeiro-ministro em 1827. Apoiou as independências sul-americanas, sendo o verdadeiro autor da chamada doutrina de Monroe. Membro do grupo tory, com Pitt desde 1796, assumiu-se sempre como um liberal. Em 1807-1809, ministro dos negócios estrangeiros. Responsável pelo envio de Wellesley para Portugal. Embaixador em lisboa em 1814-1815. Volta ao ministério dos negócios estrangeiros britânico em 1822. Amigo de Palmela. Em 1827, quando Jorge IV o nomeou primeiro-ministro, metade do gabinete, o chamado grupo ultra-tory pediu a demissão e ele teve de governar com o apoio dos whigs. Os seus apoiantes, depois da sua morte, irão integrar o grupo whig.

 

 

Canning, Stratford (1786-1880). Primo de George Canning. Diplomata. Enviado a Portugal em 1832 para tentar conciliar D. Pedro e D. Miguel.

 

 

Capelo, Hermenegildo Carlos de Brito (1841-1917) Oficial da marinha. Explorador africano. Em colaboração com Roberto Ivens, publica em 1886, De Angola à Contra Costa, em dois volumes. Governador de Angola de 1886 a 1891.

 

 

Carmo, Bento Pereira do. (1777-1845). Grande proprietário. Magistrado. Deputado em 1821-1822. Presidente da Relação de Lisboa em 1833. Venerável da maçonaria. Foi deputado em 1820, 1822, 1826 e 1834. Membro da Junta Governativa de Lisboa em 1820-1821. Ministro do reino da regência, desde 23 de Abril de 1834.

 

 

Carneiro, Manuel Borges (1774-1833) Maçon. Jurista, começa a carreira como juiz de fora no Alentejo, onde conspira contra os franceses. Preso em 1808, publica Pensamentos do juiz de fora de Vianna d’Alentejo..., 1808. Em 1812 aparece na comarca de Leiria Nomeado então pela regência secretário da comissão encarregada de convocar as cortes tradicionais. Participa na revolução e publica Portugal Regenerado em 1820, obra que teve três edições em apenas noventa dias Deputado vintista, chega a declarar ser necessário fazer uma constituição que dure até à consumação dos séculos, porque nós estamos em uma regeneração e é preciso que a Nação toda se regenere e que o despotismo vá para baixo. Encarcerado em 1828, morrerá na prisão, vítima de cólera. 

·Portugal Regenerado em 1820

Lisboa, Typ. Lacerdeira, 1820.

·Direito Civil de Portugal

Lisboa, 1826-1840, 4 vols..

 

Adelino da Palma Carlos, Manuel Borges Carneiro, in in Jurisconsultos Portugueses do Século XIX, 2º vol., edição do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, Lisboa, 1960, pp. 1 ss.

 

 

Carreira, Conde da (1787-1871) Luís António de Abreu e Lima. Visconde (desde 1834) e conde de Carreira. Diplomata português. Recusa jurar a Constituição de 1822. Nomeado ministro dos negócios estrangeiros em 6 de Outubro de 1846, no governo de Saldanha, mas não aceita exercer essas funções. Autor de memórias científicas sobre a colheita da azeitona (1842) e a necessidade de reforma do sistema de pesos e medidas (1858), exercendo as funções de vice-presidente da Sociedade Promotora da Indústria Nacional.

 

Bibliografia

[1814]

Memória sobre as Colónias de Portugal, situadas na Costa Ocidental de África, mandada ao governo pelo antigo governador e capitão general do reino de Angola, António de Saladanha da Gama, em 1814, precedida de um discurso preliminar e aumentada de alguns aditamentos e notas

 

Paris, Tip. de Casimir, 1839

 

 

 

Carrilho, António Maria Pereira   (1835-1903) Depois de uma carreira como empregado comercial, passa a funcionário público, ascendendo a director-geral da contabilidade pública e a secretário-geral do Ministério da Fazenda. Gozando de altas protecções maçónica, torna-se um dos principais símbolos do burocrata do rotativismo liberal. Enfrenta Oliveira Martins, quando este é Ministro da Fazenda no governo de José Dias Ferreira, e, com o apoio do chefe do governo, torna-se um dos principais pretextos para a queda daquele. Premiado com o cargo de Presidente da Companhia dos Caminhos de Ferros Portugueses. Deputado em 1875-79; 1882-94 e em 1902. Par do reino em 1902-1903.

 

 

Carvalho, Alberto António de Morais (1801-1878).  Bacharel em cânones. Emigrado desde 1828. Advogado no Brasil, assumindo-se como um dos principais processualistas da época, sendo autor de Praxe Forense. Regressa a Portugal em 1848. Presidente da câmara municipal de Lisboa em 1852-53. Governador civil de Lisboa. Ministro dos negócios eclesiásticos e da justiça em 1860-1862. Par do reino desde 1862. Maçon. Envolve-se em polémica com António Luís de Seabra sobre o projecto do Código Civil em 1858 e 1859. Ministro da justiça no governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892

 

 

Carvalho, Augusto Saraiva de (1839-1882). Advogado. Parlamentar. Reformista. Ramalho Ortigão chama-lhe pimpolho ilustre e rebento florescente da janeirinha. Ministro da justiça do governo de Ávila, desde 29 de Outubro de 1870 a  30 de Janeiro de 1871. Saiu, então do governo, juntamente com Alves Martins, quando os deputados reformistas liderados por Latino Coelho, lançam um ataque ao governo. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de Braamcamp (de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881).

 

 

Carvalho, Fernando Martins de Neto de Joaquim Martins de Carvalho. Começa por ser socialista-anarquista, mas acaba por aderir ao franquismo. Ministro da fazenda de João Franco, de 2 de Maio de 1907 a 4 de Fevereiro de 1908.

 

 

Carvalho, Joaquim da Costa (1790-1886) 1º visconde de Ribamar. Oficial da marinha. Deputado em 1840-1842 e 1848-1852. Par do reino de 1862 a 1866. Maçon. Ligado a Silva Carvalho, acompanha-o na dissidência maçónica anti-cabralista do Supremo Conselho do Grau 33.

 

 

Carvalho, Joaquim Martins de (1822-1898). Proprietário em Coimbra. Funda O Conimbricense em 1847. Maçon. Membro da Carbonária. Combatente da Patuleia. Apontamentos para a História Contemporânea, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1868.

 

 

Carvalho, José Liberato Freire de (1772-1855) Maçon. Um liberal radical que toma como modelo Camile Desmoulins. Influenciado pelas teses de Rousseau e Condorcet. Foi cónego regrante de Santo Agostinho até 1808 (José do Loreto), quando juntou ao nome de baptismo o nome de Liberato. Traduziu a Arte de Pensar de Condillac e foi membro da maçonaria, onde confraternizou com Bocage. Evadiu-se para Inglaterra em 1813, onde funda, juntamente com Bernardo José Abrantes de Castro e Pedro Nolasco da Cunha, o Investigador Português, ainda subsidiado pelo Rio de Janeiro, e o Campeão Português ou Amigo do Rei e do Povo (1819-1821). Em 1820 assume a defesa de uma federação liberal com a Espanha, criticando o facto de nos termos tornado uma colónia do Brasil. Depois de nesse ano regressar a Portugal, funda o Campeão Português em Lisboa, onde continuou a atacar D. Pedro. Deputado às constituintes por Viseu, será desterrado para Coimbra depois da Vilafrancada. Depois de 1834, será deputado pela Madeira e arquivista da Câmara dos Pares. Com o setembrismo passará a administrador da Imprensa Nacional. Grão-mestre da chamada maçonaria do sul em 1834-1835.

·Ensaio Histórico-Político

1830.

·Autopsia dos Partidos Políticos e Guarda-Quedas dos Governos ou Ensaio sobre as Contínuas Revoluções de Portugal

Lisboa, 1847

·Memórias da Vida de José Liberato Freire de Carvalho

Coimbra, 1855 (2ª ed., Lisboa, Assírio & Alvim, 1982)

 

 

Carvalho, Lourenço António de (1837-1891) Bacharel em matemática e engenheiro civil. Filho de Manuel António de Carvalho. Casado com uma filha do conde Casal Ribeiro. Deputado regenerador em 1865-1869, 1872-1874 e 1875-1877. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no primeiro governo de Fontes, entre 9 de Novembro de 1876 e 5 de Março de 1877. Volta a tal pasta em novo governo de Fontes, entre 29 de Janeiro de 1878 e 1 de Junho de 1879.

 

 

Carvalho, Manuel António de  (1785-1858) 1º Barão de Chanceleiros, desde 23 de Maio de 1840. Proprietário em Alenquer. Jurista. Combateu na Guerra Peninsular. Deputado vintista. Deputado  pela Estremadura de 1826 a 1828. Ministro da fazenda e da justiça no governo da regência de D. Isabel Maria, desde 14 de Agosto de 1827, substituindo, respectivamente o conde da Lousã e o bispo do Algarve. Membro da Maçonaria do Sul. Ministro da Justiça no governo de Saldanha, de 27 de Maio a 15 de Julho de 1835 (era então considerado sem facção). Deputado de 1834 a 1836. Presidente da Câmara dos Deputados de 8 de Janeiro a 4 de Junho de 1836. Eleito deputado por Lisboa em 1838, preferindo contudo a função de  Senador.  Ministro da fazenda no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839. Ministro da fazenda no governo de Sabrosa, de 18 de Abril a 26 de Novembro de 1839. Deputado 1839-1846. Grande Orador na Maçonaria do Sul, em 1842-1843. Deputado pela Estremadura de 1842 a 1845. Par do reino desde 1847. Presidente da Câmara dos Pares em 1856.

 

 

Carvalho, Mariano Cirilo de (1836-1905) Formado em farmácia e em matemática, desde 1863, pela Escola Politécnica de Lisboa, foi depois lente de matemática na mesma instituição. Deputado em 1870-1871, 1871-1874; 1875-1878; 1879; 1880-1881; 1882-1884; 1884 e anos seguintes. Começa como reformista. Funda o jornal Diário Popular. Ministro da fazenda no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 9 de Novembro de 1889. Comissário português à Exposição de Paris de 1890. Presidente da Câmara Municipal de Setúbla. Comissário régio no Banco Nacional Ultramarino. Volta a tais funções na segunda fase do governo de João Crisóstomo, de 25 de Maio de 1891 a 17 de Janeiro de 1892. Era então um brilhante jornalista, ligado à ala radical dos progressistas, grande amigo do prior da Lapa que dizia ter planos financeiros para salvar o Estado. Alia-se então a Lopo Vaz e tem como principal inimigo Oliveira Martins. Depois de tomar posse como ministro, parte imediatamente para o estrangeiro, na busca de um grande empréstimo, dizendo que a situação é um poço sem fundo, para onde me lanço de olhos abertos. Mas a quebra da Bolsa de Paris impede essa concretização. Entretanto, tinha feito uma série de adiantamentos à Companhia Real dos Caminhos de Ferro, ao Banco Lusitano e ao Banco do Povo, sem conhecimento dos restantes membros do governo. Decreta o curso forçado das notas de banco em 9 de Julho de 1891. Entra em conflito com o seu antigo aliado, o ministro do reino Lopo Vaz. Apresenta a demissão em 15 de Janeiro de 1892, declarando: suponho que a minha carreira política está finda. Lopo Vaz, através deste golpe pretendia ser ele a constituir novo governo, tramando José Luciano, o chefe dos progressistas, e António Serpa, o chefe dos regeneradores. Em Janeiro de 1898, à frente do Popular, promove uma campanha de imprensa contra o governo de José Luciano. Eleito deputado independente em 25 de Novembro de 1900, sob o governo regenerador de Hintze.  Ver Os Planos Financeiros do Sr. Mariano de Carvalho, Lisboa, edição de Mariano Pina, 1893, bem como Maria da Conceição da Cunha Carvalho, Memórias de Mariano de Carvalho. Contadas por sua Filha, Lisboa, 1946.

 

 

Carvalho, Sebastião José de  1835-1905 Primeiro visconde de Chanceleiros desde 1865. Filho primogénito de Manuel António de Carvalho. Deputado em 1857-1858; 1858-1859. Par do reino desde 1861, por hereditariedade. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de 1 de Março a 12 de Julho de 1871, no governo de Àvila. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de José Dias Ferreira, de 17 de Janeiro a 27 de Maio de 1892

 

 

Casal, 1º Barão e 1º Conde de José de Barros Abreu Sousa e Alvim (1793-1857). Desembarcou no Pampelido. Nomeado governador de Trás-os-Montes por D. Maria II. Par do reino desde 1849.

 

 

Castelo Branco, António de Azevedo (1843-1916) Deputado por Trás os Montes. Ministro da justiça no governo de Hintze Ribeiro, de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897

 

 

Castelo Branco, Euletério Francisco de Eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano em 16 de Julho de 1849.

 

 

Castelo Branco, José de Azevedo (1852-1923) Médico e bibliotecário. Regenerador desde 1884. Governador civil do Funchal em 1890 e de Lisboa em 1900-1901. Par do reino desde 1901. Era Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1910. Vai para o exílio em França. Aparece depois como deputado monárquico em 1918-1919.

Castelo Branco, José de Azevedo Ministro da marinha e ultramar de Hintze, de 21 de Março a 19 de Maio de 1906. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. Sobrinho materno de Camilo. Deputado e presidente da câmara de Lisboa. Ver Raul Brandão, Memórias III, pp. 165 ss.

 

 

Castelões, Visconde de. Ver  Ferraz, F. R. Pereira

 

 

Castilho, António Feliciano de (1800-1875) Formado em cânones. Poeta. Dirige a Revista Universal Lisbonense de 1842 a 1845. Participa na Questão Coimbrã de 1865. Vai para S. Miguel, onde actua como pedagogo.

·A Felicidade pela Agricultura (Ponta Delgada, 1849).

 

 

Castilho, Augusto Almirante. Ministro da marinha e ultramar do governo de Ferreira do Amaral, de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908.

 

 

Castilho, Augusto Frederico (1802-1840) Clérigo. Maçon. Lente de Coimbra. Irmão de António Feliciano Castilho. Deputado em 1834-1836.

 

 

Castlereagh, Robert Stewart, Visconde de (1769-1822). Secretário da guerra (1805-1806 e 1807-1809). Secretário dos negócios estrangeiros britânico (1812-22). Não aprovou a Santa Aliança. Suicidou-se.

 

 

Castro da Fonseca e Sousa Osório, Macário de (1800-1852)

  Maçon. Grande proprietário. Bacharel em matemática. Oficial. Foi membro da Legião Portuguesa que combateu ao lado de Napoleão Aderiu à revolta de Amarante de 1823 Participa na guerra civil do lado pedrista Deputado em 1834-1836 e 1837-1838.  Par do reino desde 1847. membro da Sociedade Patriótica Lisbonense.

 

 

Castro Marim, 2º Conde do. 2º Marquês de Olhão D. Pedro de Melo da Cunha Mendonça e Meneses  Participa na revolta contra Junot em 1808, no Algarve. Membro de Conselho de Regência em 1808. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.

 

 

Castro, António Manuel Lopes Vieira de (1796-1842)  Abade de S. Clemente de Basto Membro do clero. Maçon. Bacharel em cânones (1819). Vigário capitular de Viseu. Deputado em 1834, 1836; 1837-1840 e em 1842. Setembrista. Ministro da justiça do primeiro governo setembrista, presidido pelo conde de Lumiares, de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836. Ministro da justiça e da marinha no governo de Sá da Bandeira, de 5 de Novembro de 1836 a 27 de Maio de 1837. Guarda-mor da Torre do Tombo de 1837 a 1841. Morre em 20 de Setembro de 1842

 

 

Castro, Bernardo José de Abrantes e (1771-1833) Maçon. Doutor em medicina. Fundador de O Investigador Português em Inglaterra (1811-1819), juntamente com José Liberato e Pedro Nolasco da Cunha..

 

 

Castro, Caetano Pereira Sanches de

General. Regenerador. Ministro da guerra no governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881.

 

 

Castro, D. António de S. José e. Bispo do Porto desde 1798. Assume a formal chefia da revolta contra Junot em 1808 Morre em 1815

 

 

Castro, D. Frei Vicente da Soledade e Arcebispo da Baía. Eleito presidente das Cortes Constituintes em 26 de Janeiro de 1821. Beneditino. Mestre de teologia da Universidade de Coimbra.

 

 

Castro, D. Frei Vicente da Soledade e. Arcebispo da Baía. Eleito presidente das Cortes Constituintes em 26 de Janeiro de 1821. Beneditino. Mestre de teologia da Universidade de Coimbra.

 

 

Castro, D. Luís Filipe de (1868-1928)

   2º Conde de Nova Goa. Professor de Agronomia. Regenerador. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Artur Campos Henriques, de 26 de Dezembro de 1908 a 11 de Abril de 1909, Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Propagandista do crédito agrícola durante a I República. Colabora com Brito Camacho, ministro do fomento, responsável pelas matérias agrícolas.

 

 

Castro, D. Manuel de Portugal e Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Foi miguelista e  Vice-Rei da Índia Ministro da marinha e ultramar de Saldanha, de 6 de Outubro de 1846 a 28 de Abril de 1847. Ministro dos negócios estrangeiros do mesmo governo, desde 4 de Novembro de 1846 até 28 de Abril de 1847.

 

 

Castro, Filipe Ferreira de Araújo e (1771-1849). Maçon. Bacharel em leis 1794. Intendente Geral da Polícia depois de 1820. Ministro do reino de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822. Exílio em França 1828-1833. Amigo íntimo de Silvestre Pinheiro Ferreira, foi  um dos poucos vulgarizadores  e colaboradores científicos do grande publicista. Era defensor dos modelos económicos fisiocráticos. Segundo conta Inocêncio F. da Silva, Dicionário..., II, p. 296, Araújo e Castro, enquanto Ministro do Reino, não quis aceitar uma comenda de D. João VI. O rei ter-lhe-á dito que não gostava de ver sem ela os secretários de estado, que assim lhe pareciam republicanos demais. Respondeu-lhe Araújo e Castro que não era decente despachar-se a si.Deputado em 1826-1828.Morreu em 4 de Dezembro de 1849: depois de haver ocupado os primeiros lugares neste Reino e ter vivido sempre muito modestamente, morreu tão pobre, que não havia dinheiro para o enterro (Lavradio, III, p. 285).

 

 

Castro, J. J. Gomes de  1794-1878 José Joaquim Gomes de Castro. Visconde (desde 23 de Dezembro de 1848) e 1º Conde de Castro  (desde 1862). Negociante. Maçon. Perseguido pelo miguelismo. Desembarca com D. Pedro. Vogal do Tribunal Superior Administrativo. Deputado em 1834-36; 1838-1840; 1840-42;  1842-44.  Par do reino desde 26 de Dezembro de 1844. Ministro dos negócios estrangeiros em 1842-46 e 1848-1849, enquanto cabralista. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Par do reino de 1844. Ministro dos negócios estrangeiros no governo cartista de Terceira, desde 14 de Setembro de 1842, até 20 de Maio de 1846 e de 29 de Março de 1848 a 18 de Junho de 1849. Assume-se como um dos líderes do partido cabralista logo após 1851. Ministro dos negócios estrangeiros e das obras públicas, comércio e indústria de 4 de Setembro de 1865 a 9 de Maio de 1866, no governo da fusão, enquanto regenerador.

 

 

Castro, José da Gama e (1795-1873)

Médico desde 1819. Assume-se como miguelista. Físico-mor em 1834. Emigra para a Itália em Dezembro de 1834, onde redige O Precursor, órgão do miguelismo no exílio. Em 1837 passa pela Suíça e pela Alemanha. Instala-se no Brasil a partir de 1838, onde publica as suas obras, destacando-se a tradução portuguesa de The Federalist e o tratado O Novo Príncipe, considerado como uma espécie de bíblia do pensamento contra-revolucionário português do século XIX, apesar de ser pouco denso e nada original.

 

Bibliografia

[1840]

O Federalista, publicado em inglez por Hamilton, Madison e Jay, cidadãos norte-americanos e traduzido em portuguez

 

3 tomos, Rio de Janeiro, 1840

[1841]

O Novo Príncipe ou o espírito dos governos monarchicos

 

Rio de Janeiro, 1841.

 

 

äTorgal, Luís Reis, Tradicionalismo e Contra-Revolução. O Pensamento e a Acção de José da Gama e Castro, Coimbra, Universidade de Coimbra, 1973.

 Castro, José da Gama e. (1795-1873). Médico desde 1819. Físico-mor em 1834. Emigra para a Itália em Dezembro de 1834, onde redige O Precursor, órgão do miguelismo no exílio. Em 1837 passa pela Suíça e pela Alemanha. Instala-se no Brasil a partir de 1838. Aí publica O Federalista, publicado em inglez por Hamilton, Madison e Jay, cidadãos norte-americanos e traduzido em portuguez, 3 tomos, Rio de Janeiro, 1840, bem como O Novo Príncipe ou o espírito dos governos monarchicos, Rio de Janeiro, 1841.

 

 

 

Castro, Manuel Marinho Falcão de. Ministro da justiça de 1 de Junho de 1823 a 19 de Março de 1824. Considerado próximo da facção rainhista.

 

 

Castro, Martinho de Melo e  (1716-1795) Maçon. Bacharel em filosofia e cânones. Embaixador em Madrid de 1764 a 1775. Ministro da marinha e ultramar do marquês de Pombal, continua no governo depois da morte de D. José em 24 de Fevereiro de 1777., sendo substituído por D. Rodrigo de Sousa Coutinho. Partidário de uma aproximação com Espanha.

 

 

Chagas, Manuel Joaquim Pinheiro (1842-1895)

Oficial do exército. Jornalista e historiador. membro do partido constituinte de Dias Ferreira, até à integração nos regeneradores em 1883. Professor no Curso Superior de Letras Deputado em 1871; 1871-1874; 1875-1878; 1879; 1882-1884; 1884-1887 Ministro da marinha e ultramar de 24 de Outubro de 1883 a 20 de Fevereiro de 1886. Autor de História de Portugal, popular e ilustrada, 8 vols., Lisboa, 1899-1903.

 

 

Chateaubriand, François René (1766-1848). Ministro dos negócios estrangeiros francês com Luís XVIII. Opõe-se à instauração de um regime constitucional em Portugal, quando D. João VI queria dar uma carta ou restaurar as Cortes tradicionais. Autor de La Monarchie selon la Charte.

 

 

Clinton, Sir William Henry (1769-1846). General inglês, comandante das tropas enviadas para Portugal em Dezembro de 1826 e saídas em 1828.

 

 

Coelho, António Fernandes. Ministro do reino no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839.

 

 

Coelho, Carlos Zeferino Pinto (1819-1893)

Advogado. Deputado legitimista durante a monarquia constitucional. Foi pela primeira vez eleito em 1858, mas recusou prestar juramento Director da Companhia das Águas de Lisboa

 

 

Coelho, Eduardo José Coelho (1836-1913)

Magistrado. Político da monarquia liberal, ligado ao partido progressista e assumindo funções ministeriais em 1889-1900, 104-1905 e 1906. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 23 de Fevereiro de 1889 a 14 de Janeiro de 1890; Ministro das obras públicas, comércio e indústria entre 20 de Outubro de 1904 e 27 de Abril de 1905; ministro do reino do mesmo governo, entre essa data e 19 de Março de 1906.

 

 

Coelho, Francisco Adolfo  1847-1919

Autodidacta. Filólogo. Participa nas Conferências do Casino em 1871, com um discurso sobre A Questão do Ensino que leva à proibição das mesmas pelo Governo de Ávila. Professor do Curso Superior de Letras. Ligado ao positivismo, sendo um dos principais aliados intelectuais de Teófilo Braga.

 

 

Coelho, Francisco Duarte  1767-1833 Bacharel em cânones desde 1799. Magistrado. Desembargador da Relação do Porto em 1793. Da Casa da Suplicação desde 1802. Lente, membro da Junta dos Três Estados em 1808. Preso em 1808 e em 1810. Maçon. Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821

 

 

Coelho, Joaquim Guilherme Gomes Ver Dinis, Júlio

 

 

Coelho, José Francisco Trindade (1861-1908)

Jurista e escritor. Procurador régio no Sabugal, por influência de Camilo Castelo Branco. Marcado pelas teorias organicistas. Aceita as teses fundamentais do naturalismo, considerando que o Estado é o corpo social considerado como um ser dotado da faculdade de querer, de pensar e de agir. Já o corpo social, entendido como sinónimo de povo ou nação, é visto como qualquer agrupamento humano submetido a uma regra e organização communs. Nestes termos, considera que do mesmo modo que o corpo humano carece de um cérebro para pensar, de uma alma para querer, e de membros para agir, assim o corpo social deve possuir uma vontade, um pensamento que o dirija, órgãos materiaes.  Na linha de algumas ocorrências similares da sua geração, acaba por suicidar-se.

1891

Os Meus Amores

 

 

1901

A Minha Candidatura por Mogadouro. Costumes Políticos em Portugal

 

 

1902

In Illo Tempore

 

 

1906

Manual Político do Cidadão Português

 

Lisboa, Parceria António Maria Pereira

1910

Autobiografia e Cartas

 

Lisboa. Edição de Henrique Trindade Coelho.

 

 

 

Coelho, José Maria Latino  (1825-1891)

General de engenharia e lente da Escola Politécnica. Secretário perpétuo da Academia das Ciências. Apesar de ter sido republicano em 1848, é deputado em 1855, 1856 e 1860. Ministro da marinha e ultramar no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 11 de Agosto de 1869, no primeiro governo reformista. Eleito deputado republicano em 30 de Março de 1890. Biógrafo de Luís de Camões (1880), de Vasco da Gama (1884), do Cardeal Saraiva, de Rodrigo da Fonseca e do Marquês de Pombal (1905).  Autor da versão portuguesa da Oração da Coroa  de Demóstenes.

·História Política e Militar de Portugal desde os fins do século XVIII até 1814

3 vols., Lisboa, 1874-1891.

 

 

Collen, José Augusto Barbosa  (1849-1917)

Jornalista, seguidor de Emídio Navarro no Novidades. Secretário do mesmo Navarro, casa com uma filha deste político. Director da Anglo Portuguese Telephons Historiador.

·Entre Duas Revoluções (1848-1851)

Lisboa, 1902

·História de Portugal Popular e Ilustrada

Continuador de Manuel Pinheiro Chagas, vol. X, Lisboa, 1905

 

 

Constâncio, Francisco Solano (1777-1846). Maçon. Médico. Doutor em medicina na Escócia, Edimburgo (1795). Representante de Portugal nos Estados Unidos em 1822-1823. Deputado em 1837, não chega a tomar posse. Colabora no Observador Portuguez.

 

 

Cordeiro de Sousa, Luciano Baptista (1844-1900) Natural de Mirandela. Formado pelo curso superior de letras em 1867. Professor do Colégio Militar, desde 1871, e do Curso Superior de Letras a partir de 1872. Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa. O inspirador da Escola Colonial que veio a ser instituída em 1906.

·Questões Histórico-Coloniais

Lisboa, Agência Geral das Colónias, 1935-1936, 3 volumes

}J. M. Cordeiro de Sousa, Luciano Cordeiro, Lisboa, 1936

 

 

Correia Botelho, Visconde de Ver Branco, Camilo Botelho Castelo (1825-1890) 1º Visconde de Correia Botelho Desde 1885

 

 

Cortês, João José de Mendonça (1838-1912) Catedrático de direito desde 1862, regente de finanças. Colaborador de O Instituto de Coimbra. Deputado desde 1868, forma com outros o pequeno grupo dito dos ecléticos e independentes que se opõe ao governo de Ávila. Pasa a apoiar o governo de Sá da Bandeira- Alves Martins a partir de Janeiro de 1869. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 2 a 11 de Agosto de 1869. Membro do partido reformista. Organizador do Tribunal de Contas em 1876. Um dos proprietários da Livraria Bertrand, quando comprou a parcela pertencente a Augusto Saraiva de Carvalho em 1878. Par do reino de 1880 a 1910. Preso em 19 de Fevereiro de 1892, acusado de ligação ao escândalo do Banco Lusitano. Autor de um Tratado de Finanças , de História das Finanças Portuguezas e do Indice da legislação Práctica desde o “Codex Vetus” até ao Presente. Em 1865 foi encarregado de reunir documentos sobre a história da Igreja. Espírito curioso, também se dedicou a matérias de mecânica, tendo algum êxito como inventor, desde a electrificação de locomotivas a obturadores de espingardas ou propulsores para barcos de fundo chato.

 

 

Corvo, João de Andrade (1824-1890)

Oficial de engenharia, lente da Politécnica. Deputado de 1865 a 1868 e em 1869-1870. Ministro dos negócios estrangeiros e das obras públicas, comércio e indústria no governo de Joaquim António de Aguiar de de 6 de Junho de 1866 a 4 de Janeiro de 1868. Ministro em Madrid em 1869. Par do reino desde 187o e Vice-presidente da Câmara dos Pares em 1883. Ministro dos negócios estrangeiros no primeiro governo de Fontes, entre 13 de Setembro de 1871 e 5 de Março de 1877. Ministro da marinha e ultramar entre 19 de Novembro de 1872 e 5 de Março de 1877. Ministro dos negócios estrangeiros de Fontes, de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879, acumulando a marinha desde 16 de Maio de 1879. Conclui em 26 de Janeiro de 1878 o tratado sobre a Índia em em 31 de Maio de 1878, na véspera da queda do governo, o Tratado de Lourenço Marques. Autor de Estudos sobre as Províncias Ultramarinas, 3 vols, Lisboa, Academia Real das Ciências, 1883, 1884, 1885.

 

 

Costa, António Hipólito da. Visconde de Alhos Vedros. Chefe da revolta liberal de 1828, quando tenente-geral.

 

 

Costa, Eduardo Augusto Ferreira da (1865-1907) Governador de Angola em 1906. Nomeado pelo ministro Aires de Ornelas

 

 

Costa, Francisco Felisberto Dias  1853 Militar de engenharia. lente da escola do Exército e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Par do reino. Ministro do reino, no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.

 

 

Costa, J. V. F. Cardoso da (1765-1834) José Vicente Ferreira Cardoso da Costa. Professor de direito em 1788-1789, passou depois para a magistratura, chegando a desembargador da relação do Porto. Perseguido pela setembrizada de 1810. Passou a viver nos Açores onde casou em 1815.

 

 

Costa, José Inácio da Ministro da fazenda de 7 de Setembro de 1821 a 28 de Maio de 1822.

 

 

Costa, José Maria Neves da Ministro da guerra de 27 de Maio a 2 de Junho de 1823. Alinha com os constitucionais.

 

 

Costa, José Maria Neves da. Nomeado para o governo por D. João VI, de 27 de Maio a 1 de Junho de 1823.

 

 

Couceiro, Henrique Mitchell de Paiva (1861-1944) Africanista, acompanhou António Enes. Apoiante de João Franco. Governador de Angola de Junho de 1907 a Junho de 1909. Pacificador do Cuamato e dos Dembos. Organizador de incursões monárquicas depois de instaurada a república, ficou conhecido como o paladino. Exilado pelo salazarismo, depois de criticar publicamente a política colonial. Autor de dois importantes estudos coloniais: Angola. Estudo Administrativo. 1898, publicado em 1899; Angola. Dois Anos de Governo, Lisboa, Gama, 1948, com prefácio de Norton de Matos Dos seus escritos de combate político, ressalta A Democracia Nacional, edição do autor, Coimbra, 1917, onde mantém íntegra a perspectiva liberal e representativa, sem cedência aos princípios propagandísticos do Integralismo.

 

 

Court, William A. Lord Heitisbury (n. 1779). Plenipotenciário britânico em Lisboa desde Setembro de 1824. Substitui Thornton. Em 1826 influencia a formação das listas para deputados.

 

 

Coutinho Fragoso Sequeira, João António de Azevedo. (1865-1944). Militar, companheiro de Mouzinho de Albuquerque. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910. Toma parte na revolta monárquica de 1919. Chefe da Causa Monárquica e lugar-tenente de D. Manuel II no exílio, não apoia D. Duarte Nuno.

 

 

Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, Rodrigo de Sousa (1745-1812) 1º Conde de Linhares. Irmão de D. Domingos de Sousa Coutinho. Embaixador em Turim até 1 de Agosto de 1797, quando foi nomeado ministro da marinha e do ultramar. Elabora, cerca de 1798, um Projecto de Carta de lei sobre as Reformas na Agricultura. Ministro da fazenda no governo do duque de Lafões (1799-1802). Ordena o recenseamento geral da população em 1801-1802. Adepto da aliança com a Inglaterra. Ministro da guerra e dos negócios estrangeiros desde 10 de Março de 1808, quando a Corte se instala no Rio de Janeiro, a 29 de Janeiro de 1812, data do seu falecimento. Considerado pró-britânico. Será  substituído pelo 5º conde de Galveias. Sócio da Academia das Cências.

 

 

Coutinho, Domingos António de Sousa (1760-1833). 1º Conde (Desde 1808) e 1º Marquês (Desde 1833) do Funchal. Maçon, embora o tenha negado oficialmente. Irmão de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, 1º conde de Linhares. Bacharel em leis. Embaixador em Copenhague (1790-1795), Sardenha (1796-1803), Londres (1803-1814 e 1833). Assina o tratado de Paris de 1814. Embaixador em Londres, depois da Vilafrancada, demite-se em 1828. Membro da regência em 1819-1820. Ministro de D. Pedro IV em Londres. Escreveu sob o pseudónimo de R. de Gouveia Resposta pública à Denúncia Secreta, Londres, 1820

 

 

Coutinho, Henrique de Macedo Pereira 1843-1910) 1º Conde de Macedo. Lente da Politécnica. Ministro da marinha e ultramar no governo de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 23 de Fevereiro de 1889.

 

 

Coutinho, João de Azevedo (1865-1944)

Vice-almirante. Destaca-se como governador-geral de Moçambique e chega a ministro da marinha. Chefe da conjura monárquica de 1919 em Lisboa. Autor de Memórias de um Velho Marinheiro e Soldado de África.

 

 

Coutinho, José Joaquim de Almeida Moura  (1801-1861) Bacharel em leis. Juiz. Jornalista.  Exílio em 1828-1829. Deputado em 1843-1846. Maçon desde 1833. Grande Orador do Grande Oriente Lusitano de 1841 a 1846. Promove a cisão do Grande Oriente Lusitano em 1849. Grão-mestre do Grande Oriente de Portugal de 1853 a 1861.

 

 

Coutinho, Luís Máximo Alfredo Pinto de Sousa (1774-1832) 2º Visconde de Balsemão  Filho do 1º visconde de Balsemão. Maçon. Negoceia com Londres apoios à revolta de 1808. Membro da Junta Provisional do governo Supremo do Reino em 1808. Par do reino desde 1826.

 

 

Coutinho, Luís Pinto de Sousa (1735-1804)  1º Visconde de Balsemão, desde 1801. Embaixador em Londres em 1774, depois de ter sido governador do Mato Grosso no Brasil. Ministro do reino em 1784. Ministro dos negócios estrangeiros a partir de Julho de 1788. Ministro dos negócios estrangeiros e da guerra desde 1792. Defende a nossa aliança com a Inglaterra entre 1796 e 1800. Ministro dos negócios estrangeiros em 1803, quando substitui D. João de Almeida de Melo e Castro.

 

 

Coutinho, Vasco Pinto de Sousa (1802-1863)  4º Visconde de Balsemão Bibliotecário da Biblioteca Nacional de Lisboa em 1834. Publicou no exílio,

·Memórias sobre algumas antigas cortes portuguesas, Paris, 1832.

 

 

Coutinho, Vicente de Sousa.Embaixador de Portugal em Paris, em 1789. Morre em 8 de Maio de 1792, em Paris. Autor de Diário da Revolução Francesa, Lisboa, Távola Redonda, 1990 (org. de Manuel Cadafaz de Matos)

 

 

Coutinho, Vitorio Maria de Sousa (1787-1856)

2º Conde de Linhares. Filho de Rodrigo de Sousa Coutinho. Por ocasião da abertura das Cortes em 30 de Outubro de 1826, enquanto membro da Câmara dos Pares, faz um imediato ataque ao governo. Chefe do governo de 4 a 27 de Maio de 1835, substituindo Palmela, de quem era cunhado. Um dos principais compradores dos bens nacionais em 1835.

 

 

Crisóstomo de Abreu e Sousa, João  Militar, membro da Liga Liberal. Chefe do governo de 14 de Outubro de 1890 a 17 de Janeiro de 1892, acumulando a pasta da guerra (governo extrapartidário)

 

 

Cunha e Meneses, D. Carlos da (1759-1825) Patriarca de Lisboa de 1819 a 1825. Um dos mais destacados militantes do partido apostólico que se reunia no palácio da Junqueira, onde hoje se sitiou o ISCSP. Aí se fazem os principais encontros dos grandes do reino. O patriarca tenta imitar as reuniões da cúria romana. Considerado um tolinho, dado que se preocupava muito puritanamente com o cumprimento rigoroso das regras canónicas do jejum e da abstinência, chegando a expedir directivas para os próprios estalajadeiros.

 

 

Cunha, Augusto José da (1834-1919) Director da Casa da Moeda. Mestre de D. Carlos I. Ministro da fazenda de João Crisóstomo, de 24 de Novembro de 1890 a 25 de Maio de 1891. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 18 de Agosto de 1898. Adere ao partido republicano nos últimos tempos da monarquia.

 

 

Cunha, Francisco Maria Dias da (1832-1909) Governador de Moçambique e da Índia. Ministro da guerra no segundo governo de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 26 de Junho de 1900. Embaixador de Portugal no Brasil.

 

 

Cunha, João Gualberto de Barros e (1826-1882)

Jornalista. Autor de História da Liberdade em Portugal, Lisboa 1969 Companheiro de Loulé durante a Patuleia. Um dos progressistas, oriundo dos históricos que depois se assume como avilista. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878. Durante este período é fortemente atacado pelos regeneradores. Nas eleições de 13 de Novembro de 1878 é eleito deputado por Lisboa, já como avilista, vencendo a candidatura do republiano José Elias Garcia, então apoiado pelos regeneradores.

 

 

Curto, António Duarte Ramada

  Médico naval. Progressista. Governador de Angola em 1897-1900, nomeado por Barros Gomes, e em 1904-1907, nomeado por Moreira Júnior.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 19-12-2003