Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Rangel, Fonseca Major José Máximo Pinto da Fonseca Rangel. Entre Maio e Junho de 1823 é Ministro da Guerra, no crepúsculo do vintismo.

Propõe, em 1821, que as principais potências europeias, reunidas em Congresso, celebrem um Pacto Imperial, onde renunciem à guerra, comprometendo-se na resolução pacífica dos conflitos. Neste sentido, prevê a instituição de um Conselho Supremo ou Supremo Tribunal de Justiça, onde cada potência confederada, seria representada por dois deputados. As potências confederadas poderiam fazer a guerra defensiva ou ofensiva contra potências estranhas. Previa-se também a existência de uma força militar ermanente.

[1821]

Projecto de Guerra Contra as Guerras, ou da Paz Permanente Offerecido aos Chefes das Nações Europeias

 

 

Ratton, Jácome ou Jacques (1736-1822) Maçon. Industrial francês, naturalizado português em 1762. Introdutor em Portugal da nova indústria da fiação. Deputado da Junta do Comércio em 1788. Fidalgo da casa real em 1802.  Era filho de comerciantes franceses aqui instalados. Perseguido pela setembrizada de 1810, sob a acusação de jacobino e pedreiro-livre. Exila-se em Londres. Sendo proprietário do quarteirão industrial de Lisboa, na zona que tem hoje o seu nome, Largo do Rato, perto do qual funcionava a Real Fábrica das Sedas.

 

Bibliografia

[1816]

Recordações

 

Londres, 1816.

[1816]

Pensamentos Patrióticos. Império Luzo

 

Londres, 1816.

Artigo publicado no Investigador Português, onde defende que Portugal e o Brasil devem constituir um reino único:

 

 

 

Rebelo, António Teixeira  (1748-1825) Militar. participa no Rossilhão. Fundador do Colégio Militar em 1803. Ministro da guerra no governo nomeado por D. João VI, de 3 de Julho de 1821, até 7 de Setembro do mesmo ano. Secretário da regência eleita em Cortes em 28 de Janeiro de 1822.

 

Refoios, Barão de  1779-1842. Francisco Saraiva da Costa. Barão de Ruivós Desde 1835  Bacharel em matemática. maçon. Oficial da marinha e do exército. Comandante das tropas liberais.

 

Rego, José Maria Morais. General. Ministro da guerra no governo de Ávila, de 29 de Outubro de 1870 a 13 de Setembro de 1871.

 

Reimão, José Malheiro. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de João Franco, de 19 de Maio de 1906 a 4 de Fevereiro de 1908

 

Reis, António Pereira dos (1804-1850). Caixeiro. Mindeleiro. Maçon. Membro do Clube dos camilos. Cabralista. Secretário do duque da Terceira em 1846. Deputado de 1840 a 1846 e de 1848 a 1850.

 

Reis, José Joaquim de Sousa (1797-1883). Ver Remexido.

 

Remexido  (1797-1838) José Joaquim de Sousa Reis. Guerrilheiro miguelista, com particular incidência nos anos de 1836 e 1837. Preso em 28 de Julho de 1838 e executado no dia 2 de Agosto seguinte. Como refere Raul Brandão, nos finais do século XIX, nas famílias rurais do Algarve, o retrato do Remexido ainda estava pendurado, ao lado, aliás, do de João de Deus. Dizia-se brigadeiro dos reais exércitos de sua majestade o senhor D. Miguel I, governador do reino do Algarve e comandante em chefe das forças realistas ao sul do Tejo.

 

Rendufe, Barão de Simão da Silva Ferraz de Lima e Castro. Barão de Rendufe desde 1823. Nomeado intendente-geral da polícia em 4 de Junho de 1823, na sequência da Vilafrancada. Afastado depois da Abrilada, volta ao cargo em 1825 com o governo de Lacerda/Barros. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada.

 

Resende, 2º Conde de. D. Luís Inocêncio Benedito de Castro (1777-1824). Oficial do exército. Maçon. Guerra peninsular. Governador de armas da Estremadura, adere ao movimento revolucionário de Lisboa de 15 de Setembro de 1820. Membro da Junta Provisional Preparatória das Cortes, criada em 27 de Outubro de 1820.

 

Resende, 4º Conde de. António Benedito de Castro. Vogal da Junta provisória do governo supremo do reino nomeado pela Câmara municipal do Porto em 1846.

 

Resende, Marquês de. António Telles da Silva Caminha e Menezes (1790-1875). Irmão do marquês de Alegrete. Participa na belfastada.

 

Ribeiro Ferreira, Tomás António (1831-1901) Poeta, autor de D. Jayme, ou a Dominação de Castella, de 1862. Começa a vida pública como secretário-geral do governo da Índia. Destaca-se em Janeiro de 1878 como oposicionista ao governo de António José de Ávila. Ministro da marinha e ultramar no segundo governo de Fontes, entre 29 de Janeiro e 16 de Maio de 1878. Ministro do reino no terceiro governo de Fontes, entre 14 de Novembro de 1881 a 24 de Outubro de 1883, sucedendo a Rodrigues Sampaio. Ministro das obras públicas, comércio e indústria no mesmo governo de Fontes, de 19 de Novembro de 1885 a 20 de Fevereiro de 1886, sucedendo ao próprio Fontes. Não apoia a eleição de António Serpa para a chefia dos regeneradores em 20 de Junho de 1887. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de João Crisóstomo, de 14 de Outubro de 1890 a 25 de Maio de 1891, quando é substituído por João Franco.

 

Ribeiro, E. R. Hintze  (1849-1907) Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro. Chamam-lhe o casaca de ferro. Considerado delicadísismo, do tipo de não ser capaz de dizer não a ninguém. Deputado e ministro regenerador assumirá, por três vezes, as funções de presidente do conselho. Tem como seu principal rival, na liderança dos progressistas, José Luciano. Destaca-se em 1879 como crítico do governo progressista de Anselmo Braamcamp, acusando-o de irregularidades eleitorais, entrando em olémica com José Luciano. Em 1881 faz parte da ala esquerda dos regeneradores, liderada por Barjona de Freitas, a chamada unha preta. Depois da morte de Fontes, em 22 de Janeiro de 1887, não apoia a candidatura de António Serpa, aliando-se a Barjona de Freitas na candidatura falhada de Martens Ferrão. Não alinha contudo com Barjona quando este institui a Esquerda Dinástica. Em 1893 ainda não era chefe dos regeneradores, mas Serpa não estava em condições de chefiar o governo por ser acusado de realções financeiras menos claras com o Estado enquanto administrador de uma das companhias de caminhos de ferro. Para esse governo consegue mobilizar João Franco, Fuschini e Bernardino Machado, mas ganha a inimizade de Júlio Vilhena. Ganha as eleições de Abril de 1894, chefiando os governamentais que então se assumem como concentração monárquica. Apenas assume a chefia formal do partido regenerador depois da morte de António Serpa em Março de 1900. Entre 1900 e 1904, já os regeneradores estão divididos entre os hintzáceos e os francáceos ou endireitas, os quais vão constituir a dissidência dos regeradores liberais em 1901.

·Deputado em 1879; 1880-1881; 1882-1884.

·Ministro das obras públicas, comércio e indústria de Fontes desde 25 de Março de 1881 a 24 de Outubro de 1883.

·Passa nesta data a ministro da fazenda, substituindo o próprio Fontes, até 20 de Fevereiro de 1886.

·Ministro dos negócios estrangeiros de António Serpa, de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890.

·Presidente do conselho de 23 de Fevereiro de 1893 a 7 de Fevereiro de 1897 (acumulou os estrangeiros, até 1895, e a fazenda, desde 20 de Dezembro de 1893).

·Volta então a presidente do conselho, de 26 de Junho de 1900 a 20 de Outubro de 1904 (acumula o  reino). ·Presidente do conselho de 21 de Março a 19 de Maio de 1906 (acumula o reino).

·Faleceu no dia 1 de Agosto de 1907.

 

Ribeiro, J. M. Casal (1825-1896) José Maria do Casal Ribeiro. Conde do Casal Ribeiro desde 1870. Depois de ter sido um revolucionário republicano em 1848, casa em 1851 com uma filha do barão de Quintela e passa-se para os regeneradores, de que é deputado e ministro. Deputado em 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1860-1861; 1861-1864; 1865; 1865. Par do reino desde 1865. Ministro da fazenda de 16 de Março de 1859 a 4 de Julho de 1860. Ministro interino dos negócios estrangeiros de 24 de Abril a 4 de Junho de 1860. Volta à pasta dos estrangeiros no governo da fusão, de 9 de Maio de 1866 a 4 de Janeiro de 1868, acumulando a das obras públicas, comércio e indústria de 9 de Maio a 6 de Junho de 1866. Como par do reino em 1884, é um dos opositores à lei eleitoral de Fontes e Barjona que veio alargar o sufrágio, anunciando a intenção de formar um novo partido, dito católico, apenas concretizado entre 1903 e 1910, com o partido nacionalista, liderado por Jacinto Cândido. Morre em 14 de Junho de 1896. 

·O Soldado e o Povo

Coimbra, 1848.

·Hoje não é Hontem

Lisboa, Typographia de José Baptista Morando, 1848.

 

Ribeiro, José Silvestre (1807-1891) Membro do Batalhão Acdémico. Emigrado em Plymouth. Mindeleiro. Condecorado com a Torre e Espada. Deputado em 1846; 1848-18521; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859. Par do reino desde Dezembro de 1851. Ministro da justiça de 7 de Dezembro de 1857 a 31 de Março de 1858.

·História dos Estabelecimentos Científicos, Literários e Artísticos de Portugal.

 

Rio Maior, 2º Conde de. 1825). Enviado como representante de D. João VI ao Rio de

 

Rio Pardo, 1º Conde de D. Diogo de Sousa (1755-1829). Doutor em matemática. Herói da Campanha de Montevideu.  Vice-rei da Índia de 1816 a 1821. Ministro da guerra de D. Miguel, desde 3 de Maio de 1828 a 20 de Fevereiro de 1829.

 

Rio Zêzere, Barão de Joaquim Bento pereira (1798-1875). Um dos mindeleiros.

 

Rivara, Joaquim Heliodoro da Cunha  (1809-1879). Médico e professor de filosofia no liceu de Évora. Deputado em 1853. Secretário-geral do governo do Estado da Índia desde 1855 a 1877, onde funda o Instituto Vasco da Gama. Historiador do padroado português do Oriente e estudioso do concani

Apontamentos sobre os Oradores Parlamentares Portugueses de 1853

Memoria sobre a insufficiencia do Ensino da Philosophia Racional pelo methodo ordenado no decreto de 17 de Novembro de 1836.

 

Rocha, Manuel António Coelho da  (1793-1850) Doutor em leis desde 5 de Abril de 1818. Professor de direito por decereto de 14 de Julho de 1834. Deputado em 1836, ligado ao grupo de Passos Manuel.

·Instituições de Direito Civil Portuguez

1844. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1848, 2ª ed., em dois tomos.

·Ensaio sobre a História do Governo e da

Legislação de Portugal, para servir de introdução ao estudo do direito patrio

1834. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1851, 3ª ed.

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