Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Sá, António José de Barros e (n. 1823). Juiz. Deputado regenerador em 1854-1855; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861; 1865; 1865-1868; 1868-1869; 1871-1874. Par do reino desde Maio de 1854. Ministro da justiça do governo de Rodrigues Sampaio, de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881.

 

Sá, Manuel José Maria da Costa e (1791-1843) Membro da comissão da Academia das Ciências, autora do projecto constitucional de 21 de Outubro de 1820.

 

Sabugosa, 3º Marquês de. António Maria da Silva César e Menezes (1825-1893). Histórico e, depois, progressista. Ministro do reino no governo de Loulé de 5 de Março a 17 de Abril de 1865. Ministro da marinha e ultramar de 1 Junho de 1879 a 3 de Julho de 1880 no governo de Anselmo José Braamcamp. Par do reino, apresenta em 1869, uma moção de protesto contra o iberismo republicano e socialista. Ver O Conde de Sabugosa. In Memoriam, Lisboa, Portugália, 1924.

 

Sabugosa, Conde da (1854-1932) António Maria José de Melo César de Meneses, conde de (1854-1932). Membro do grupo dos Vencidos da Vida. Diplomata. Mordomo da casa real.

·Embrechados

1908.

 

Saldanha, João Carlos (1790-1876)  Conde (desde 1827), Marquês (desde 1834) e Duque (desde 1862) de Saldanha. João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun. Filho do conde de Rio Maior e de uma filha do marquês de Pombal. Grão-mestre da Maçonaria do Sul entre 1832 e 1837 (teve aqui como colaboradores, José Liberato Freire de Carvalho e o 4º conde de Lumiares). Figura controversa, mas fundamental do liberalismo monárquico. O general sem exército, o grão-mestre sem lojas, é, sem dúvida o aventureiro napoleónico à maneira do seus mestre La Fayette. Alguém sem vontade de poder, mas que está sempre a saltar para o cavalo do poder. Alguém que se mostra sempre incapaz de organizar os factores de poder e quem nem sequer tem uma ideia firme sobre o que fazer com os sucessivos poderes que vai conquistando ou que lhe oferecem. Dividido entre as emoções  da chefia militar e as conversas de gabinete onde todos lhe reconhecem grande capacidade de sedução. Por esta contradição vai passar quase metade da história do constitucionalismo monárquico.

·Membro do Conselho Conservador em 1808.  Militar. Capitão com 17 anos e brigadeiro aos 28.

·Participa na vilafrancada; insta pela aprovação da Carta em 1826.

·Ministro da guerra do governo da regência de D. Isabel Maria, nomeado em 1 de Agosto de 1826. É substituído em 13 de Outubro de 1826 pelo ministro da marinha Costa Quintela, para comandar a repressão face à revolta do Algarve.

·Adoece gravemente e só volta à pasta em 1 de Maio de 1827.

·Acumula os estrangeiros a partir de 8 de Junho de 1827, por Palmela continuar embaixador em Londres.

·Sai deste governo em 26 de Julho de 1827, por ocasião das archotadas.

·Participa na belfastada em 1828.

·Deputado radical em 1834.

·Par do reino em 1834 (nomeado no dia 1 de Setembro, recusa, por ser deputado, e só toma posse em 5 de Janeiro de 1836).

·Presidente do conselho e ministro da guerra, de 27 de Maio a 18 de Novembro de 1835.

·Dirige a revolta dos marechais de 1837. Vai para o exílio depois da convenção de Chaves, mas regressa com a amnistia de 1838.

·Membro da Associação Eleitoral do Centro que concorre às eleições de 1838.

·Senador de 1838 a 1842. 

·Volta à presidência do conselho de 6 de Outubro de 1846 a 18 de Junho de 1849, depois do golpe da emboscada, mantendo o cabralismo sem Cabrais.

·Promove a regeneração em 1851, contra o cabralismo.

·Presidente do conselho de 1 de Maio 1851 a 6 de Junho de 1856. 

·Promove golpe de Estado de 19 de Maio 1870 e volta à chefia do governo de 19 de Maio a 20 de Agosto do mesmo ano, acumulando a guerra e os estrangeiros.

·Faleceu em Londres em 21 de Novembro de 1876, com 86 anos de idade.

 

Saldanha, José Sebastião (1777-1855) José Sebastião Saldanha de Oliveira e Daun. Senhor de Pancas. 1º Conde de Alpedrinha em 1854. Neto, pela parte materna do marquês de Pombal. Filho do 1º conde de Rio Maior. Irmão mais velho de João Carlos Saldanha. Capitão de cavalaria e coronel de milícias. Bacharel em leis. Ajudante de campo do duque de Sussex entre 1801 e 1805. Vítima da setembrizada de 1810. Preso e deportado para os Açores. Maçon desde 1801. Será depois um dos teóricos da contra-revolução. Autor de

·Diorama de Portugal nos 33 Mezes Constitucionaes ou Golpe de Vista sobre a Revolução de 1820 - A Constituição de 1822 - a Restauração de 1823. E Acontecimentos Posteriores até ao Fim de Outubro do mesmo Anno

Lisboa, 1823.

·Revolução Anti-Constitucional em 1823, Suas Verdadeiras Causas e Effeitos

Londres, 1825.

 

Salema, João de Sande Magalhães Mexia  (1812-1873) Lente de direito desde 1837. Director da faculdade de direito.

·Princípios de Direito Político Aplicados  à Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1838 ou a Teoria Moderada do Governo Monárquico Constitucional representativoo

I, Coimbra, 1841. Esta obra, depois de impressa,

foi retirada do mercado pelo próprio autor.

 

Salema, José de Sande Magalhães Mexia. Juiz. Ministro da justiça do governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878.

 

Samodães, Conde  de Ver Azeredo Teixeira de Aguiar, Francisco Paula d’(1828-1918). 2º Visconde  e Conde de Samodães.

 

Sampaio Pimentel, Adrião Pereira Forjaz Primeiro regente da cadeira de economia política criada em 1836 quando se deu a fusão das faculdades de leis e de cânones e se criou a faculdade de direito. Começa por adoptar as lições de J. B. Say. Foi regente de 1836 a 1842-1843, regressando à mesma cadeira de 1851-1852 até 1870.

·Estudos e Elementos de Economia Política

1839-1874 (cfr. A ed. Da Colecção de Obras Clássicas do Pensamento Económico Português, Lisboa, Banco de Portugal, 1995).

4António Almodôvar, A Institucionalização da Economia Política Clássica em Portugal, Porto, Afrontamento, 1995.

 

Sampaio, António Rodrigues  (1806-1882) Algarvio, filho de pescadores. Depois de uma educação fradesca, vive um frenesim esquerdista de 1828 a 1851. Jornalista. Activista da Associação Cívica ou Associação Eleitoral Setembrista de 1838. Cria uma comissão revolucionária anticabralista em Maio de 1848, juntamente com Oliveira Marreca e José Estevão, donde surgirá a Carbonária Portuguesa. Regenerador. Grão-mestre interino da Confederação Maçónica Portuguesa em 1852-1853, enquanto Loulé chefiava o governo. Ministro do reino na saldanhada, de 26 de Maio a 22 de Junho de 1870; ministro do reino do 1º governo de Fontes, de 13 de Setembro de 1871 a 5 de Março de 1877; idem no 2º governo de Fontes, de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879; presidente do conselho de 25 de Março a 14 de Novembro de 1881, acumulando a pasta do reino. Chama Lopo Vaz para a fazenda, Júlio de Vilhena para a marinha e Hintze para as obras públicas, todos antigos militantes da unha preta Demite-se por se encontrar doente, falecendo em 13 de Setembro de 1882.

 

Sampaio, Conde de Manuel António de Sampaio Melo e Castro Torres Lusignham. 3º conde de Sampaio. Presidente da Junta de Governo de Lisboa, nomeada em 13 de Setembro de 1820. Presidente da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821.

 

Sanches Machado da Rosa, Júlio Gomes da Silva (1809-1866) Maçon. Bacharel em direito (1826). Advogado em Midões. No exílio de 1828 a 1832. Presidente da Relação de Lisboa. Segundo Fronteira, era tido por exaltados por áulico e pelos ordeiros como incapaz.

·Deputado em 1834-36; 1837-1838; 1838-1840; 1842-1845; 1846; 1851-1852; 1853-1856.

·Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836.

·Subscritor da acusação de alta-traição aos implicados na belenzada de Novembro de 1836.

·Ministro do reino no governo de Sá da Bandeira, de 10 de Agosto de 1837 a 9 de Março de 1838.

·Ministro do reino no governo de Sabrosa, de 18 de Abril a 26 de Novembro de 1839.

·Membro da comissão central da ampla coalisão em Abril de 1842.

·Ministro da fazenda do governo de Palmela de 19 de Julho a 6 de Outubro de 1846.

·Apoiante de Saldanha em 1851, é falado para líder do novo centro eleitoral situacionista.

·Presidente da Câmara dos Deputados de 1853 a 1856.

·Ministro do reino dos históricos, no governo de Loulé, de 6 de Junho de 1856 a 14 de Março de 1857.

·Ministro da fazenda do mesmo governo desde 23 de Janeiro de 1857 até 16 de Março de 1859.

·Ministro do reino e da justiça do governo de Sá da Bandeira, de 17 de Abril a 4 de Setembro de 1865. ·Falecido em 23 de Abril de 1886

 

Santana, Manuel Fernandes (1864-1910) Padre jesuíta. Entra numa célebre polémica com Miguel Bombarda, naturalista português seguidor de Haeckel. Funda em 1902 a Associação Promotora da Instrução e Educação Popular, depois transformada, em 1907, na

Liga de Acção Social Cristã.

 

SANTARÉM, 2º Visconde de (1791-1856) Manuel Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa. Ministro do reino do governo da regência de D. Isabel Maria de 8 de Junho  a 7 de Setembro de 1827 (foi substituído por Carlos Honório Gouveia Durão). Ministro dos negócios estrangeiros de D. Miguel, desde 3 de Maio de 1828. Acumula a pasta da marinha a partir de 30 de Junho de 1827. Lavradio, em 1828, considera que ele tem pouco mais de meia vara de altura, mas em 1855 já lhe chama este estimável cavalheiro, que tanto tem honrado o nosso país com as suas publicações que o tornaram notável entre os sábios da Europa.

·Memórias para a História e Theoria das Cortes Gerais que em Portugal se celebraram pelos Três Estados do Reino

Em dois tomos (1827 - 1828).

·Quadro elementar das relações políticas e diplomáticas de Portugal com as diversas potências do mundo desde o princípio da monarquia portuguesa até aos nossos dias

Paris, 1842-1854.

·Corpo Diplomático Português

Paris, 1846.

 

4Maltez, José Adelino, «Os Principais Jushistoriadores Portugueses», in História do Direito Português. Elementos Auxiliares, Lisboa, Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, 1984, pp. 25 segs.. 4Serrão, Joel, dir., Dicionário de História de Portugal, Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1978, V, pp. 470-471. 4Silva, Inocêncio Francisco, Dicionário Bibliográfico Português, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1977, tomo V, pp. 435-438.

 

Santos, Clemente José dos (m. 1892) Barão de S. Clemente. Funcionário da Câmara dos Deputados. Especialista no cerimonial português e compilador de documentos e biografias parlamentares.

·Estatísticas e Biographias Parlamentares Portuguezas

Porto, Tipografia do Comércio do Porto, 1887, 1890 e 1892. Três partes em 6 tomos.

·Documentos para a História das Cortes Gerais da Nação Portuguesa

8 tomos, Lisboa, Imprensa Nacional, 1883-1891.

 

Santos, Fernando Matoso (1850-1921). Lente da Escola Politécnica e do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Inspector geral do serviço técnico aduaneiro.

 

Santos, J. Pinto dos Em 1903 abandona o partido regenerador e filia-se no partido progressista. Alinha na dissidência progressista de José Maria Alpoim em 1905.

 

Santos, José Gonçalves Pereira dos (n. 1855) Deputado regenerador desde 1881. Líder parlamentar dos regeneradores em 1905-1907. Engenheiro militar. Lente da Escola do Exército e do Instituto Industrial de Lisboa. Ministro das obras públicas, comércio e indústria dos governos de Hintze Ribeiro: de 26 de Junho a 30 de Novembro de 1900 e de 21 de Março a 19 de Maio de 1906. A mesma pasta no governo de Texeira de Sousa de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910.

 

São Boaventura, Frei Fortunato de (m. 1844) Membro da Ordem de Cister, foi lente de teologia, vindo a assumir em 1831 o cargo de Reformador Geral dos Estudos e de arcebispo de Évora. Biógrafo de Francisco da Silveira, Wellington e Beresford.  Propagandista contra-revolucionário. Em 1811 editou O francezismo desmascardo ou exame das formas de que ultimamente revestio aquella manhosa seita, onde maneja com toda a desenvoltura as teses de Burke, de Maistre e Bonald. Um dos principais animadores das gazetas Minerva Lusitana (1808-1809), Pinhal dos Corcundas (1823-1824), Maço Férreo Anti-Maçónico (1823), Mastigoforo (1824), A Contra-Mina, periódico moral e político (1830-1832) e O Defensor dos Jesuítas (1829-1833), vindo a ser julgado pelos tribunais vintistas. A partir de 1834 exilou-se em Itália. Defende um rei absoluto um rei que governa o seu Reino sem conhecer por seu superior se não o mesmo Deus. Salienta que nunca o Povo se diz Soberano para outro fim mais do que para cair toda a Soberania nas mãos de um punhado de aventureiros que desta arte lhe fazem a boca doce, enquanto muto a salvo, a despeito da moral cristã e dos princípios mais vulgares de decência, vão enchendo a bolsa.

 

São Januário, 1º Visconde de (1829-1901) Governador civil do Porto demitido em Abril de 1865 pelo governo de Sá da Bandeira, é eleito deputado logo em 9 de Julho de 1865. Ministro da guerra. Ministro da marinha e do ultramar no governo de Braamcamp de 3 de Julho de 1880 a 25 de Março de 1881.

 

São Lourenço, Conde de (1794-1863) Ministro da guerra de D. Miguel em 20 de Fevereiro de 1829. Demite-se logo no dia seguinte.

 

São Luís, Frei Francisco de  (1766-1845) Maçon, com o nome simbólico de Condorcet. Nome beneditino dado a Francisco Justiniano Saraiva. Professor de Coimbra e sócio da Academia das Ciências de Lisboa. Combate os franceses em 1808. Adere ao Sinédrio e será membro preponderante da Junta Provisional em 1820. Deputado da Junta de Governo criada em Alcobaça em 27 de Setembro de 1820. Membro da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821. Reitor da universidade de Coimbra e bispo da mesma cidade (1821-1823). Deputado em 1823. Presidente da Câmara dos Deputados em 1826 e 1834. Exilado na Serra de Ossa entre 1828 e 1834. Será depois patriarca de Lisboa, ficando conhecido como Cardeal Saraiva. Ministro do reino no governo de Palmela entre 24 de Setembro de 1834 e 16 de Fevereiro de 1835. Em carta ao marquês de Resende proclama: lamento-me de que o espírito científico, que tem contribuído tanto para o progresso das ciências físicas, não tenha também completamente e perfeitamente feito progredir as ciências morais e políticas, que hoje estão, pelo contrário, entregues à hipótese, à imaginação, às paixões e às disputas.

·Manifesto da nação portuguesa aos soberanos e povos da Europa

15 de Dezembro de 1820.

·Obras Completas

1855.

 

Saraiva de Morais Figueiredo, António Ribeiro (1800-1890) Nasce em Sernancelhe. Formado em Direito. Diplomata ao serviço de D. Miguel. Depois de 1834 exila-se em Londres, de onde chefia a causa miguelista. Formou-se em leis em Coimbra (1816-1821). Redige em 1835 O Contrabandista, órgão do miguelismo no exílio, a partir de Londres. Segue-se A Península, em 1840. Escreve também vários panfletos como Passado, Presente e Futuro ou Guia da Salvação Pública de Portugal, de 1835, e Quid Faciendum? Considerações Offerecidas aos Partidos Portuguezes, ao Presente Colligados para o Bem Nacional. Por um Legitimista Constitucional, 1842. Autor de Diário (1831-1845), 2 vols, Lisboa, 1915-1917. SARAIVA, António Ribeiro –Legitimidade, 55, 350. num texto de 1842, considerava que a legitimidade para os realistas era "a legitimidade nas coisas, nas instituições de um Estado, nos grandes contratos sociais e nacionais, nos interesses públicos e direitos criados, enfim, na observância das condições da socieade", até pelo facto de ser "o único princípio salutar que pode garantir a paz, a justiça, atranquilidade e a boa ordem  nos Estados"

·Cartas Conspiradoras

Londres, 1844.

·“Diário” de António Ribeiro Saraiva

Lisboa, 2 vols., 1915 - 1917.

 

4Silveira, João Santos, Acção Política do Representante de El-Rei, o Senhor D. Miguel I em Londres [1970], Ponta Delgada, 1985. 4Veiga, João Melo Dias Mota, António Ribeiro Saraiva, Vida, Obra e Pensamento, Coimbra, 1966. 4Alvim, João Carlos, A Revolta Miguelista contra o Cabralismo. Cartas de António Ribeiro Saraiva e Cândido Figueiredo e Lima, Lisboa, Assírio & Alvim, 1985. 4Campos, Fernando, O Pensamento Contra-Revolucionário em Portugal, vol. II, pp. 127 segs..

 

Sarmento, Alexandre de Morais (m. 1840) 1º Visconde de Banho. Deputado vintista. Embaixador em Madrid em 1834. Ministro do reino do frustrado governo da belenzada, constituído de 4 para 5 de Novembro de 1836.

 

Sarmento, Critóvão de Morais Visconde da Torre de Moncorvo. Embaixador em Londres em 1823 e, depois, em Copenhaga.

 

Sarmento, José Estevão de Morais (1843-1930) Director do Colégio Militar e da Revista Militar. Historiador. Ministro da guerra de Hintze, entre 7 de Abril de 1896 e 7 de Fevereiro de 1897.

 

Schroeder, Ernesto Driesel (1850-1942) Presidente da Associação Comercial de Lisboa. Vice-governador do Banco de Portugal. Administrador da Companhia de Caminhos de Ferro. Ministro da fazenda de João Franco, de 19 de Maio  de 1906 a 2 de Maio de  1907. Acusado pelos republicanos de ser austríaco.

 

Seabra da Silva, José de  (1732-1813) Político português dos reinados de D. José e de D. Maria I. Ministro com Sebastião José de Carvalho e Melo e, depois, com a viradeira de D. Maria I, desde Julho de 1788. Desterrado pelo Marquês de Pombal,  volta a ser afastado em 1799 com a oficialização da regência de D. João. Autor de Deducção chronologica e analytica, Lisboa, Miguel Manescal da Costa, 1767.

 

Seabra, Visconde de (1799-1898)  António Luís de Seabra. 1º Visconde de Seabra desde 1865 Bacharel em leis desde 1820. Magistrado. Exílio de 1828 a 1833. Maçon desde 1831. Deputado de 1834 a 1864. Membro da Junta do Porto em 1846. Encarregada uma comissão de elaborar o Código Civil por decreto de 8 de Agosto de 1850. Ministro da justiça de Saldanha, na Regeneração, entre 4 de Março e 19 de Agosto de 1852. Presidente da Câmara dos Deputados em 1862. Nomeado par do reino em 1862. Presidente substituto da câmara dos pares de 1866 a 1868. Juiz do Supremo Tribunal de Justiça desde 1864. Reitor da Universidade de Coimbra em 1866-1868. Autor do projecto de Código Civil de 1867. Volta à pasta da justiça no governo de Ávila entre 4 de Janeiro e 22 de Julho de 1868. Morre em 29 de Janeiro de 1895, com a provecta idade de 96 anos, em Mogogofores.

 

O célebre António Luís de Seabra XE "Seabra" , autor espiritual do nosso primeiro Código Civil de 1866, reconhecia expressamente, em A Propriedade. Filosofia do Direito [1850], a coincidência dos respectivos princípios com os de Ahrens XE "Ahrens" , adoptando um individualismo absoluto: a natureza não reconhece senão indivíduos; os géneros, as espécies, são puras abstracções do nosso espírito, ideias de número e semelhança e nada mais. Quando dizemos o homem ou designamos o indivíduo, ou não designamos coisa alguma. Nestes termos, considera que da mesma forma pois que do sentimento de liberdade ou personalidade emanou a ideia de propriedade – a posse segura e tranquila dos objectos úteis e necessários à vida – ou da sua necessidade, nasceu a ideia duma associação em que as forças individuais se contrabalançassem, fundindo‑se numa só força em defesa e proveito da liberdade e propriedade individuais. Paralelamente a esta visão da sociedade, salienta que o Estado só tem deveres: do outro lado está o governo com os seus deveres. Estes resolvem‑se na manutenção dos direitos individuais e de sua recíproca individualidade. Assim, o interesse geral importa nas democracias o mesmo que a razão de estado nos governos absolutos.

·A Propriedade. Philosofia do Direito, para servir de introducção ao Commentário sobre a lei dos Foraes

Coimbra, Imprensa da Universidade, 1850.

·Projecto do Codigo Civil Portuguez. 1ª Parte

Lisboa, Imprensa Nacional, 1857.

 

4Maltez, José Adelino, Ensaio sobre o Problema do Estado, Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa, 1991, II, pp. 138 segs.. 4 Moncada, Luís Cabral, Subsídios para uma História da Filosofia do Direito em Portugal (1772 - 1911), Coimbra, Coimbra Editora, 1938, 2ª ed., pp. 50 segs..

 

Seiça de Almeida e Silva, Vicente José  Canonista. Professor da cadeira de Direito Público Universal, entre 1850 e 1854. Segue Macarel, mas também cita Silvestre Pinheiro Ferreira e o brasileiro Pimenta Bueno. A partir de 1854 fica apenas com a parte de direito público universal e português.

 

Sepúlveda, Bernardo (1791-1833) Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda. Maçon, membro do Sinédrio. Oficial de infantaria. Chefe militar da revolta de 24 de Agosto de 1829. Membro da Junta do Porto. Deputado 1820-1821. Adere depois à Vilafrancada, como general em armas da Corte. Preso em Peniche 1823-1824. Exílio em França 1824-1833.

 

Sequeira, Pedro Vítor da Costa (1846-1905) Bacharel em matemática e filosofia. Jornalista. Sobrinho de Domingos Sequeira. Ministro das obras públicas, comércio e indústria do governo de Dias Ferreira, de 27 de Maio de 1892 a 23 de Fevereiro de 1893, substituindo Chanceleiros.

 

Serpa Machado, Manuel Pai de António Serpa Pimentel. Deputado em 1821-1822, chegando a ser presidente do Congresso Constituinte. Professor de direito, será decano de Coimbra. Um dos trinta pares da fornada cabralista de 3 de Maio de 1842. Apoiante de Costa Cabral.

 

Serpa Pimentel, António de (1825-1900) Lente da Politécnica, na área da matemática. Amigo de Herculano. Filho de Manuel Serpa Machado. Jornalista, colega de Latino Coelho. Deputado desde 1856. Só em 1858 toma partido pelos regeneradores, criticando a política do ministro da fazenda do governo histórico. Ministro da fazenda no primeiro governo de Fontes, entre 2 de Agosto de 1872 e 5 de Março de 1877. Ministro da fazenda de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879, no segundo governo de Fontes. Em Maio de 1879, a oposição progressista insinua relações pouco claras de Serpa com o Banco Nacional Ultramarino. A questão é votada a 28 do mesmo mês, o governo consegue vencer, mas apenas por oito votos. Assim, Serpa pede a demissão, arrastando com ele o restante governo, que se demite. Ministro dos negócios estrangeiros no terceiro governo de Fontes, de 14 de Novembro de 1881 a 31 de Maio de 1883 (um governo regenerador que começou por ser presidido por Rodrigues Sampaio, entre 25 de Março de 1881 e 14 de Novembro do mesmo ano e que até então teve Hintze Ribeiro como ministro dos estrangeiros). Sucede a Fontes na chefia dos regeneradores, em 20 de Janeiro de 1877. Tem a oposição de Barjona de Freitas que promove a dissidência da Esquerda Dinástica, até 1890. Entre os apoiantes, Lopo Vaz, Hintze Ribeiro e Barbosa du Bocage.  Mas não receb o apoio expresso de António Augusto de Aguiar, Jaime Moniz, Tomás Ribeiro, Andrade Corvo, Barros e Sá e Melo Gouveia.  Comissário português na conferência de Berlim de 1883 que cria o Estado Livre do Congo. Presidente do Tribunal de Contas em 12 de Agosto de 1886. Presidente do conselho de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890, acumulando a pasta da guerra. O governo toma posse depois do Ultimatum e reconcilia Barjona de Freitas com os regeneradores. Assina o Tratado de Londres em 20 de Agosto de 1890. Cai sob a pressão da Liga Liberal. Nomeado em 1892, pelo governo de Dias Ferreira, representante português para negociar um empréstimo internacional.

 

Serra, Abade Correia da (1750-1823) Abade José Francisco Correia da Serra. Maçon. Um dos fundadores da Academia das Ciências em 1779, auxiliando o duque de Lafões. Doutor em direito canónico por Roma, onde residia com os pais desde 1756, sob a protecção do mesmo duque de Lafões.  Saiu de Portugal em 1797 para Londres, onde foi agente diplomático (1801). Passou depois para Paris. Foi embaixador nos Estados Unidos da América (1816), onde vivia desde 1813, depois de abandonar Paris. Regressou a Portugal em Agosto de 1821. Deputado por Beja em 1822.

 

Serra, Bernardo Gorjão Henriques da Cunha Coimbra Botado e (1786-1854) Juiz conselheiro. Ministro do reino de Saldanha entre 18 de Dezembro de 1847 e 21 de Fevereiro de 1848.

 

Silva, António Henriques da  XE "Henriques da Silva"  1850-1906 autor de Relações da Justiça com a Utilidade [1885] e de Elementos de Sociologia Criminal e Direito Penal, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1906.

 

Silva, Carlos Bento da (n. 1812) Um dos destacados actores do liberalismo monárquico entre as décadas de quarenta e setenta do século XIX. Deputado e par do reino, ministro por seis vezes, nas áreas das obras públicas, da marinha, da fazenda e dos estrangeiros. Começando como cabralista, adere à Regeneração, assumindo-se como histórico, num percurso paralelo ao de António José de Ávila, de quem é companheiro político. E como avilista, chega a fazer parte da ala direita dos reformistas. Membro do gabinete que proíbe as Conferências do Casino  fica pejorativamente caricaturizado pelas Farpas.

·Deputado em  1842-45; 1846; 1848-1851; 1851-1852; 1853-1856; 1857-1858; 1858-1859; 1860-1861; 1861-1864; 1865; 1865-1868; 1868-1869; 1869-1870; 1870-1871; 1871-1874.

·Par do reino desde 1874.

·Ministro das obras públicas, comércio e indústria dos históricos, no governo de Loulé, de 14 de Março de 1857 a 16 de Março de 1859.

·Ministro da marinha de 4 de Julho de 1860 a 21 de Fevereiro de 1862.

·A mesma pasta no governo de Sá da Bandeira, de 17 de Abril a 4 de Setembro de 1865.

·Ministro da fazenda e dos estrangeiros no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Julho de 1868 a 17 de Dezembro de 1868, demitindo-se por não conseguir obter um grande empréstimo em Paris.

·Volta a ministro das obras públicas, comércio e indústria, no governo de Sá da Bandeira, depois da saldanhada, de 29 de Agosto a 29 de Outubro de 1870.

·Novamente ministro da fazenda do governo de Ávila, entre 5 de Março e 10 de Setembro de 1877.

 

Silva, Francisco Joaquim da Costa e Nascido em 1826. Filho do 1º visconde de Ovar. Deputado desde 1851. Par do reino desde 1881.

 

Silva, Gaspar Pereira da (1801-1870) Ministro da justiça em 1862.

 

Silva, João Elias da Costa Faria e Ministro do reino de Saldanha, entre 29 de Março de 1848 e 18 de Junho de 1849.

 

Silva, João Ferreira dos Santos (1799-1858) 1º Barão de Santos Desde 1850. Comerciante em Lisboa e Porto. Maçon. Cabralista. Presidente da Associação comercial do porto em 1837-1838. Deputado em 1842-1846.

 

Silva, Luís António Rebelo da (1783-1849) Formado em direito. Eleito em 26 de Janeiro de 1821 secretário das Cortes Constituintes. Deputado em 1820, 1826-1828 e em 1834-1836.

 

Silva, Luís Augusto Rebelo da (1821-1871) Filho de Luís António Rebelo da Silva. Chamado o rebelinho. Romancista e historiador. Em 1850, a Academia das Ciências encarrega-o de continuar a obra do Visconde de Santarém. Professor do Curso Superior de Letras. Amigo de Alexandre Herculano. Ministro da marinha e ultramar no governo de Loulé de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. Deputado desde 1848.

· História de Portugal nos Séculos XVII e

XVIII.

 

 

Silva, Patrício da (Frei) (1756-1840) Agostinho. Lente de teologia. Maçon. Bispo de Castelo Branco, arcebispo de Évora e cardeal-patriarca de Lisboa, em substituição do cardeal Cunha. Ministro da justiça de 14 de Maio de 1824 a 15 de Janeiro de 1825. Membro da regência depois da morte de D. João VI. Vice-presidente da Câmara dos Pares em 1826.

 

Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, António da Visconde de Canelas. Brigadeiro, irmão do 2º conde de Amarante. Ligado ao Sinédrio é um dos revolucionários vintistas. Presidente da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, surgida no Porto em 24 de Agosto de 1820. Vice-presidente da junta unificada surgida em Alcobaça, em 27 de Setembro de 1820. Implicado na martinhada de 11 de Novembro de 1820. Adere ao partido rainhista depois de 1823. Membro da junta revoltosa de Vila Real em 23 de Fevereiro de 1823. Era embaixador em Madrid, por ocasião da vilafrancada

 

Silveira Pinto da Fonseca, Manuel da (1784-1830) 2º conde de Amarante e 1º marquês de Chaves, desde 24 de Junho de 1823. Chefe da revolta de Vila Real de 23 de Fevereiro de 1823. Derrotado em 27 de Mrço seguinte, tem de refugiar-se em Espanha. Com ele, colaboram Gaspar Teixeira, o irmão António da Silveira e D. José Luís de Sousa, o morgado de Mateus. Regressa a Lisboa, triunfante, em 24 de Junho de 1823, depois da vilafrancada. Chefe da revolta de 5 de Outubro de 1826 contra a Carta. Invade Trás-os-Montes em 23 de Novembro de 1826.

 

Silveira, D. Joaquim Lobo da Conde de Oriola. Embaixador de Portugal em Berlim  em 1820.

 

Silveira, José Xavier Mouzinho da (1780-1849) Autor das principais leis orgânicas do cartismo português, emitidas formalmente nos Açores, mas aplicadas no continente a partir de 1834. Maçon. Formado em leis (1802). Magistrado em Marvão, Setúbal e Portalegre. Nomeado administrador-geral das alfândegas em 1821, por influência do seu amigo e companheiro maçónico, Manuel Fernandes Tomás. Ministro da fazenda, de 1 a 19 de Junho de 1823, depois da vilafrancada. Preso durante a abrilada. Deputado em 1826. Em 1828 vai para o exílio em Paris. Ministro da fazenda e da justiça da regência de D. Pedro, desde 3 de Março a 13 de Dezembro de 1832.

1Possidónio Mateus Laranjo Coelho, Mouzinho da Silveira, Lisboa, 1918 e Obras, Estudos e Manuscritos, 2 vols., edição de Miriam Halpern Pereira, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1989.

 

Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, Manuel Amarante (1784-1830) Chefe da revolta de 5 de Outubro de 1826 contra a carta. Invade Trás os Montes em 23 de Novembro de 1826.
Entre Março de 1832 e Dezembro desse mesmo ano, surge o meteoro de Mouzinho da Silveira. Como assinala Alfredo Pimenta, que lhe chamou o grande ditador do liberalismo, nos nove meses que foi ministro do Imperador do Brasil pôs Portugal do avesso. Ou, como assinala Oliveira Martins, deu-se o fim do Portugal Velho. No seu programa, considera-se que sem a terra livre em vão se invoca a liberdade política, acreditando que se o povo pagar menos, o Tesouro vai receber mais. A regência é, com efeito, marcada pelas reformas estruturais de Mouzinho da Silveira que, na torre de marfim das ilhas atlânticas, delineou o programa do Portugal liberal, através de uma série de decretos ditatoriais: em 16 de Março, extingue nos Açores o pagamento dos dízimos (quando esta lei foi alargada ao continente, tirou aos fidalgos liberais uma parte importante dos rendimentos, atentando contra os chamados direitos adquiridos); em 29 de Março, a liberdade de ensino; em 4 de Abril, abolição dos morgados e capelas de rendimentos inferiores a 200 000 réis; -em 19 de Abril, extinção das sisas sobre as transacções e das portagens; em 17 de Abril, abolição das penas de confisco para todos os delitos, contrariando um decreto da regência de 7 de Março de 1831 que mandava sequestrar os bens dos miguelistas; em 18 de Abril, definição dos delitos contra a propriedade; em 20 de Abril, franqueamento para a saída de géneros do reino; em 12 de Maio, redução dos foros para metade;

em 16 de Maio, nova divisão administrativa.

 

Soares, Joaquim Pedro Celestino (1791-1873) Oficial do exército. Maçon. Deputado em 1838-1840. Ministro da guerra de 30 de Outubro a 9 de Novembro de 1837 no governo de Sá da Bandeira.

 

Soares, Rodrigo Morais. Médico. Chefe da Repartição de Agricultura do MOPCI. Director de O Archivo Rural, editado a partir de 1858. Defende a formação de um partido dos agrocratas.

 

Sobral, Hermano José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1755-1846) Sobral. 2º Barão, 1º Visconde (desde 1838) e 1º Conde (desde 1844)  do Sobral. Bacharel em direito (1796). Maçon desde 1803. Membro do governo interino em 15 de Setembro de 1820, ministro dos negócios estrangeiros da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, criada em 27 de Outubro de 1820, secretário da regência de 1822. Nomeado ministro dos negócios estrangeiros em 27 de Junho de 1823, recusa a pasta e passa-se para D. Miguel, durante a Vilafrancada. Volta ao governo como ministro da fazenda durante a regência de D. Isabel Maria, entre 1 de Agosto de 1826 e 8 de Junho de 1827. Deputado em 1821-1822 e 1826-1828. Par do reino (1836-1838 e 1842-1846). Maçon desde 1803.

 

Sola, Conde de Castro e (n. 1875) Amadeu Teles da Silva de Afonseca Mesquita de Carmo. Magistrado. Chefe dos regeneradores em Braga. Ministro da justiça no governo de Sebastião Teles, entre 11 de Abril e 14 de Maio de 1909

 

 

Sola, F. A. M. Carmo e (1795-1857) Fernando de Afonseca Mesquita de Carmo e Sola. 1º barão de Francos desde 1846. Visconde de Francos desde 1854. Emigra em 1828. Mindeleiro. Ajudante de Saldanha. Em Angola entre 1835 e 1838. Par do reino desde 1853. Ministro da guerra do governo de Saldanha de 8 de Janeiro de 1848 a 18 de Junho de 1849. Ministro da marinha e ultramar e da guerra de 1 a 17 de Maio de 1851, no governo presidido por Saldanha.

 

Soriano, Simão José da Luz (1802-1891) Participa nas guerras liberais. Exilado desde 1828, passou à Terceira em 1829. Redactor de Crónica da Terceira, em 1830. Mindeleiro. Colaborador de Sá da Bandeira. Deputado por Angola em 1853. Memorialista e historiador da guerra civil.

·História do Cerco do Porto

1846.

·Utopias desmascaradas do systema liberal em Portugal ou Epitome do que entre nós tem sido este sistema

Lisboa, 1858.

·Revelações da minha vida e memórias de alguns factos e homens meus contemporâneos

Lisboa, 1860 (2ª ed., Porto, 1891).

·História da Guerra civil e do estabelecimento ddo governo parlamentar em Portugal

19 tomos, Lisboa, 1886-1890.

 

Sotto Maior, 1º Visconde de  (Desde 1865). António da Cunha Sotto Maior Gomes Ribeiro de Azevedo e Melo (1813-1893). Grande proprietário. Secretário de Passos Manuel.

 

Sotto Maior, João da Cunha (1767-1850) Magistrado. maçon. Adere ao Sinédrio em Maio de 1820. Amigo de António da Silveira. Vogal da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821. Grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, em 1821-1823, tendo como colaboradores, Agostinho José Freire, José Correia da Serra, Nuno Álvares Pereira Pato Moniz e Manuel Borges Carneiro. Deputado às Constituintes de 1821. Par do reino em 1834-36. Deputado em 1837-1838.

 

Soure, Joaquim Filipe de  n. 1805 Magistrado. Deputado em 1834. Ministro da justiça no governo do Entrudo em 7 e 8 de Fevereiro de 1842.  Presidente da Câmara dos Deputados em 1857.

 

Sousa, António Teixeira de  (1862-1917) Médico. Transmontano. Accionista da Empresa das Águas do Vidago. Deputado por Alijó desde 1889. Inspector da fiscalização da Companhia de Tabacos de Portugal de 1891 a 1900. Administrador geral das Alfândegas desde Maio de 1904. Governador do Banco Nacional Ultramarino desde Fevereiro de 1909. Ministro da marinha e ultramar e ultramar de Hintze Ribeiro, de 25 de Junho de 1900 a 28 de Fevereiro de 1903, e da fazenda, desde esta data até 20 de Outubro de 1904. Retoma a pasta da fazenda, de 21 de Março a 19 de Maio de 1906, em novo governo de Hintze. Presidente do ministério acumulando o reino de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910, durante 102 dias. Obtém a dissolução da Câmara dos Deputados em 28 de Junho de 1910 e promove as eleições de 28 de Agosto seguinte, onde obtém o apoio de 89 deputados e um grupo próprio de 30. Era amigo de Afonso Costa, Bernardino Machado, Brito Camacho e França Borges.

·Para a História da Revolução

Coimbra, 1912.

·A Força Pública na Revolução

Coimbra, 1913.

·Responsabilidades Históricas (Política Contemporânea)

Coimbra, 1917

 

Sousa, Francisco Maximiliano de Secretário de Estado da regência do reino nomeada pelas Cortes em 26 de Janeiro de 1821.

 

Sousa, Joaquim José Caetano Pereira e Jurista português

·Classes dos Crimes por ordem systematica Lisboa, Regia Officina Typographica, 1803.

·Primeiras Linhas sobre Processo Civil Lisboa, Typografia Rollandiana, 1819, 2ª ed. em quatro tomos.

 

Sousa, José Ferreira Marnoco e (1869-1916) Professor de direito. Presidente da câmara municipal de Coimbra. Ministro da marinha e ultramar do governo de Teixeira de Sousa, de 26 de Junho a 5 de Outubro de 1910. autor de Constitui um caso raro de multifacetada actividade cívica e docente, deixando-nos uma vasta bibliografia nos domínios do direito eclesiástico, direito político, processo penal, direito comercial, sociologia, administração colonial, finanças e história do direito. Foi também um dos principais introdutores das teorias da Escola de P. -G.  Play em Portugal, principalmente no ensino da economia. Marnoco e Sousa é um elemento charneira que reflecte o psicologismo de autores como De Greef, Von Ihering, Gabriel Tarde, Gustave le Bon, René Worms, tudo o que nos chegava no comboio de Vilar Formoso e que se empacotava na Livraria França Amado. Com ele vem a sociologia da luta pela vida, de Darwin a Ihering, o organicismo, o sociologismo e o naturalismo. Marnoco e Sousa teve uma importante actividade cívica, sendo presidente da municipalidade de Coimbra e ministro da marinha e do ultramar no último governo da monarquia.

·Lições de Direito Político feitas na Universidade de Coimbra, ao curso do 2º anno jurídico de 1899-1900

Coimbra, França Amado, 1900, que são aperfeiçoadas em 1910, em, pontos de partida para o trabalho intitulado Constituição Política da República Portuguesa [1913].

·Sciencia Social. Lições sobre o Methodo e Doutrinas desta Escola Feitas na Universidade de Coimbra ao Curso de Sciencia Economica e Direito Economico de 1907-1908

Coimbra, França Amado, 1908.

·Direito Político. Poderes do Estado. Sua Organização segundo a Sciencia Política e o Direito Constitucional

Coimbra, Livraria França Amado, 1910. Aperfeiçoamento das anteriores Lições de Direito Político.

·Constituição Política da República Portuguesa

Coimbra, Livraria França Amado, 1913.

·Tratado de Economia Política

Coimbra, Livraria França Amado, 1917. Com um prefácio de António de Oliveira Salazar.

 

4 FERNANDO EMYGDIO DA SILVA, Doutor Marnoco e Sousa, in Boletim da Faculdade de Direito, vol. XLII, Coimbra, 1966, pp. 1 ss., bem como FESAS VITAL, O Professor Marnoco e Sousa e os Estudos de Direito Político na Universidade de Coimbra, no Sampaio e Melo, Apontamentos para a História do Ensino do Direito Romano em Portugal, Volume I (1895-1910), 1ª Parte, Lisboa, 1991.

 

Sousa, Manuel de Castro Pereira de Mesquita Pimentel Cardoso e (1778-1863). Maçon. Foi major da Legião Portuguesa, encarregado de negócios em Madrid em 1821. Deputado em 1837-1838. Ministro dos negócios estrangeiros do governo de António Dias de Oliveira, de 1 de Julho a 10 de Agosto de 1837. Senador em 1838-1842.

 

Soveral, Luís Augusto Pinto de (1850-1922) Marquês de Soveral desde 1900. Começa a carreira na marinha de guerra. Licenciado em ciências políticas e administrativas por Lovaina. Entra na carreira diplomática em 1873. Embaixador em Londres desde 1890 a 1910, salvo no període de 1896-1897 Ligado ao grupo dos Vencidos da Vida. Amigo pessoal de Eduardo VII. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Hintze, desde 20 de Novembro de 1895 a 7 de Fevereiro de 1897. Par do reino desde 1898. Um dos negociadores do Tratado de Windsor de Outubro de 1899, que consolida a aliança luso-britânica e garante a presença

portuguesa em África.

 

 

Stockler, Francisco de Borja Garção. 1º Barão de Vila Praia (1759-1829) Bacharel em matemática e militar. Professor de cálculo na Academia Real da Marinha e secretário da Academia das Ciências. Passou de jacobino afrancesado, apoiante de Junot, a realista. Foi para o Rio de Janeiro em 1808, onde apoiou D. João VI. Governador dos Açores em 1820, é demitido e preso pelos vintistas, voltando a ser nomeado para tal cargo em 1823. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.

 

Stuart Rothsay,  Lord Charles Embaixador britânico junto de D. Pedro é emissário deste a Lisboa para a entrega da Carta em 1826. Será 1º conde do Machico e 1º marquês de Angra. Foi embaixador inglês em Paris, em 1820. Nomeado pelo governo de Canning, chega a Lisboa em 25 de Março de 1825, ainda durante o governo de Lacerda/Barros. D. João VI, que, então, estava em Mafra, demora muito tempo a recebê-lo. O governo português é obrigado a nomeá-lo nosso plenipotenciário para as negociações do reconhecimento da independência do Brasil, assinando em 29 de Agosto o Tratado do Rio de Janeiro (o negociador brasileiro foi o barão de Santo Amaro, Luís José de Carvalho e Melo), ratificado por D. João VI em 15 de Novembro seguinte. Quando da entrega da Carta, em Julho de 1826, Stuart mostra-se favorável a que ela fosse jurada através de uma reunião dos Três Estados tradicionais.

 

Stubbs, Thomas William  (1776-1884) 1º Visconde de Vila Nova de Gaia. Fez a guerra peninsular, tendo-se estabelecido em Portugal. Governador de armas do Porto desde 1820.  Demitido em 1827, depois das archotadas. Ligado aos saldanhistas. Tenente-general, comandante do depósito de Plymouth.

 

Sussex, Duque de . Augustus Frederick. (1773-1843). Filho do rei inglês Jorge III. Reside em Portugal em 1801-1805, sendo hóspede do Senhor de Pancas. Venerável da maçonaria.

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003