Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Lacerda, José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de (1803-1875) Filho de José Joaquim de Lacerda. Agostinho. Deão da Sé de Lisboa. Tesoureiro-mor da sé da Guarda. Traduziu Tácito em 1846. Sucessivamente cartista, anti-setembrista e cabralista, vai, depois, assumir-se contra a lei da rolhas de 1851. Reitor do liceu de Lisboa em 1854 e autor de um dicionário de língua portuguesa.

·A. B. da Costa Cabral. Apontamentos Históricos

Lisboa, 1844-1845, em dois volumes.

·Da Forma dos Governos, com respeito à prosperidade dos povos, e das cousas políticas de Portugal

Lisboa, 1854.

·Um Papel Político. Ontem, Hoje e Amanhã

1ª ed., anónima, Lisboa, 1842; 2ª ed., Lisboa, 1990.

 

 

Lacerda, José  Joaquim de Almeida e Araújo Correia de   Pai do clérigo José Maria (1803-1875) e do jurista José Joaquim (1793-1856). Ministro do reino de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826. Maçon.

·Exame dos artigos historicos políticos que se contêm na collecção periodica intitulada Correio Braziliense ou Armazem Litterario” no que pertence somente ao reino de Portugal

Lisboa, Impressão Régia, 1810

 

 

Lafões, 2º Duque de. D. João Carlos de Bragança Sousa Ligne Tavares Mascarenhas e Silva (1719-1806). Maçon. Irmão do 1º duque de Lafões. Opositor do marquês de Pombal, retira-se para Londres. Voluntário na Guerra dos Sete Anos (1756-1763) nos exércitos austríacos. Regressa a Portugal em 1777. Apoia o abade Correia da Serra na fundação da Academia das Ciências (1779) de que foi presidente (1779-1806). Mordomo mor e ministro assistente ao despacho, acumulando a pasta da guerra de D. João VI, de 6 de Janeiro 1801 a 1804. Morre em 1806.

 

 

Lannes, Jean (1769-1809) Duque de Montebello. Marechal de França. Embaixador de Napoleão em Lisboa entre Maio de 1802 e Julho de 1804.

 

 

Lapa, José Joaquim Januário  (1796-1859) Barão de Vila Nova de Ourém Deputado em 1848-1851. Par do reino em 1854. Ministro da marinha e ultramar de 20 de Março a 10 de Julho de 1848 Ministro da guerra de Saldanha, de 29 de Janeiro de 1848 a 18 de Junho de 1849. Interino da marinha de 3 de Maio a 18 de Junho de 1849. Governador da Índia em 1850-1851, enfrenta a revolta dos Ranes de Satari.

 

 

Laranjo, José Frederico  (1846-1910) Professor de direito em Coimbra. Sucede a Emídio Garcia na regência da cadeira de Princípios Gerais do Direito Público. Começa como seminarista em Portalegre e em Coimbra. Natural de Castelo de Vide, onde chega a fundar um grémio de ilustração popular e uma associação de socorros mútuos. Matricula-se em direito em 1870, licenciando-se em 1876, sendo lente substituto logo em 1878. Deputado progressista desde 1879.

·Theoria Geral da Emigração Portuguesa e sua Applicação a Portugal

Coimbra, Imp. Litteraria, 1878

·Principios de Economia Política

1878

·«Economistas Portugueses»

In O Instituto, Coimbra, vols. XXIX a XXXII, 1881 - 1884). Obra reeditada pela Guimarães em 1976.

·Sociedades Cooperativas

Lisboa, Typ. Das Horas Romanticas, 1885

·Sciencia Política e Direito Político. Appontamentos das Prelecções

Por Alfredo Ribeiro, Coimbra, França Amado, 1892, em dois volumes

·Appontamentos das Prelecções do Exm. Sr. Dr. J. Frederico Laranjo sobre o Direito Constitucional portuguez

Coimbra, França Amado, 1895.

·Princípios de Direito Político e Direito Constitucional Portuguez

Coimbra, 1898

 

 

Larcher, Joaquim (1797-1865) Bacharel em leis. Filho de um industrial de lanifícios de Portalegre. Colega de estudos de Garrett, com quem funda O Português. Maçon. Exila-se em Paris em 1828. Deputado em 1834-1836; 1851-1852. Governador civil de Lisboa em 1835-1836. Par do reino de 1852 a 1865. Funda, com Garrett, Companheiro de Mouzinho da Silveira no exílio parisiense, onde estuda modelos administrativos. Prefeito do Alentejo em Fevereiro de 1834. Convidado por Rodrigo da Fonseca, em 1835, para elaborar um projecto de reforma administrativa. Director da Biblioteca Pública. Um dos autores do projecto de reforma da Universidade que Rodrigo da Fonseca queria transferir de Coimbra para Lisboa. Anti-setembrista, é exonerado das funções públicas que exercia. Colabora com Costa Cabral na elaboração do Código Administrativo de 1842. Director das Alfândegas das Sete Casas. Colabora na criação do Ministério das Obras Públicas em 1852, chamado por Fontes Pereira de Melo.

 

 

Lavradio, 2º Conde   1797-1870 D. Francisco de Assis de Almeida Portugal. Oitavo filho do 3º marquês de Lavradio. Diplomata. Ministro dos negócios estrangeiros do governo da regência de D. Isabel Maria, de 1 de Agosto de 1826 a 8 de Junho de 1827, onde é substituído formalmente por Palmela, então embaixador em Londres. Deputado em 1826-1827. Representante em França da regência 1830-1833. Em 1842 destaca-se na Câmara dos Pares como opositor ao governo de Terceira-Costa Cabral. De novo ministro dos negócios estrangeiros no governo de Palmela de 26 de Maio a 6 de Outubro de 1846. Embaixador em Londres de 1851-1869.

·D. José de Almeida Correia de Sá, Memórias do Conde do Lavradio, D. Francisco de Almeida Portugal,

5 vols, Coimbra, 1932-1938

 

 

Lavradio, 2º Marquês do (1756-1833) D. António Máximo de Almeida Portugal. Pai de D. Francisco de Almeida Portugal, 2º conde do Lavradio. Não seguiu D. Miguel.

 

 

Lavradio, 5º Marquês do D. António  Máximo de Almeida Portugal. Ajudante de campo de D. Miguel. Procurador em 1828 por Torres Vedras. Ministro de D. Miguel em Roma. Consegue o reconhecimento de Gregório XI em 5 de Agosto de 1831.

·História Abreviada das Sociedades Secretas

Lisboa, 1854

 

 

Lavradio, D. João de Almeida Melo e Castro Embaixador de Portugal em Londres. Ministro dos negócios estrangeiros desde 6 de Janeiro de 1801.

 

 

Leal Júnior, José da Silva Mendes (1820-1886) Jornalista. Bibliotecário-mor da Biblioteca Nacional de Lisboa. Sócio da Academia das Ciências. Poeta ultra-romântico. Começa politicamente como cabralista, mas alinha com José Bernardo quando da cisão da maçonaria contra António Bernardo. Passa depois a membro do grupo dos históricos, depois de combatente na Patuleia. Deputado em 1851-52; 58-59; 61-71. Presidente da Câmara dos Deputados em 1869. Par do Reino de 1871 a 1886. Ministro da marinha e ultramar em de 21 de Fevereiro de 1862 a 12 de Outubro de 1864 (funda o Banco Nacional Ultramarino). Grão-meste da Confederação Maçónica Portuguesa em 1866-67 (eleito em Janeiro de 1866; havia sido dissidente desta organização em Maio de 1864) e do Grande Oriente Português em 67-69 (fusão das 5 lojas da CMP e das 11 do Grande Oriente de Portugal). Está na base da instituição do Grande Oriente Lusitano Unido, depois de acordo obtido com o conde de Paraty em 17 de Agosto de 1869. Ficou como grão-mestre honorário. Ministro dos negócios estrangeiros do governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 20 de Maio de 1870. Diplomata, em Madrid, 71-74 e 83-86. Em Paris 74-83. Morre em 22 de Agosto de 1886.

 

 

Leão, António José da Silva(1793-1850). 1º Barão de Almofala Desde 1847. Militar da guerra peninsular. Maçon. Mindeleiro. Ministro da guerra do governo de Saldanha entre 22 de Agosto e 18 de Dezembro de 1847.

 

 

Leitão, Manuel Duarte (1787-1856) Ministro da justiça em 1835 (de 28 de Abril a 27 de Maio). Pulido Valente considera-o um velho vintista inofensivo. Ministro da justiça no governo de Sá da Bandeira, de 22 de Março a 18 de Abril de 1839. Volta à pasta em 28 de Abril de 1847, no governo de Saldanha, até 22 de Agosto seguinte.

 

 

Leite, José Xavier Bersane (1780-1843)  Almirante. Amigo de Bocage. Ministro da marinha e ultramar do frustrado governo da belenzada, constituído de 4 para 5 de Novembro de 1836. Governador de Angola em 1842.

 

 

Leme, D. Luís da Câmara (1819-1904). Maçon. Oficial do exército. Chefe do estado Maior do Exército em 1866. Ministro da marinha e ultramar de Saldanha de 22 de Junho a 29 de Agosto de 1870. Acumula as obras públicas, comércio e indústria desde 1 de Agosto. Par do reino desde 1878. Governador civil de Lisboa em 1879. Apoia Jacinto Cândido na formação do Partido Nacionalista.

 

 

Lemos, José de Vasconcelos Bandeira de (1794-1873) 1º Barão de Leiria. General. Ministro da guerra do frustrado governo da belenzada, constituído de 4 para 5 de Novembro de 1836.

 

 

Lichnowsky, Príncipe Félix (1814-1848) Oficial prussiano. Serve os cartistas espanhóis. Autor de Portugal Erinnerungen aus dem Jahre 1842, Mogúncia, 1843. A primeira edição portuguesa é de 1845 (ver Portugal. Recordações do Ano de 1842, prefácio de Castelo Branco Chaves, Lisboa, Ática, 1946).

 

 

Lima, Cândido Figueiredo e (1782‑1851) Professor de direito romano. Deputado por Trás-os-Montes em 1822. Procurador às Cortes Gerais de 1828, por Chaves. Ministro do reino e da fazenda de D. Miguel, nomeado em 18 de Agosto de 1834.  Demitido de professor pelo governo de D. Pedro, em 15 de Julho de 1834. Conspirdor no Minho em 1846. Defende então o modelo constitucional inglês, considerando que "o commum dos homens, se conduz melhor pelos seus hábitos, que pelo juízo", pelo que a regra vulgar da política, e recebida em todas as Naçoens, e em todos os séculos, que as Leis fundamentaes , e Políticas (dos) Estados, se não devem alterar, sem huma absoluta necessidade, que he só quando ellas são contrárias à recta razão, e oppostas ao bem público; e que  neste cazo único, ainda a alteração, e mudança se deve operar muito lenta, e imperceptivelmente aos homens, porque a antiguidade de qualquer estabelecimento,e Leis, sempre foi tido por couza Sancta e venerável. E isto porque os costumes dos Povos necessitão do socorro das Leis para serem mantidos; e as Leis tem precizão dos costumes dos Povos , para serem observadas"( Para ele "a máxima vulgar da política , e adoptada na Arte de Reinar, pelos mais graves homens d'Estado, que he precizo ganhar o coração dos homens, para se submetterem de vontade; e que, quanto for possível, se devem conduzir sem coacção pela boa ordem, e pela esperança das recompensas"

 

 

Lima, Lourenço José de  (1767-1839) 1º Conde de Mafra Desde 1836 Maçon. Filho do 1º marquês de Ponte de Lima e irmão do marquês de Nisa. Embaixador em Turim (1791-1792), Viena (1794-1801), Londres (1801-1803) e Paris (1804-1807). 1º Conde de Mafra desde 1836. Membro da embaixada a Napoleão de 1808.

 

 

Lima, Wenceslau de Sousa Pereira de (1858-1919) Professor na Politécnica do Porto. Casado com uma neta de D. Antónia Adelaide Ferreira. Deputado regenerador desde 1882. Ministro dos negócios estrangeiros por quatro vezes. Duas em governos de Hintze Ribeiro, entre 23 de Fevereiro de 1903 e 20 de Outubro de 1904 e entre 21 de Março e 19 de Maio de 1906. No de Ferreira do Amaral, de 4 de Fevereiro a 25 de Dezembro de 1908. E no de Campos Henriques, desde a última data a 11 de Abril de 1909. Presidente do ministério de 14 de Maio a 22 de Dezembro de 1909, acumulando a pasta do reino. Considerado valido de D. Manuel II.

 

 

Lisboa, José da Silva (1756-1835) Barão e Visconde de Cairu. Influencia D. João VI no sentido da abertura dos portos do Brasil. Liberal, apoia a independência brasileira, destacando-se como deputado apoiante de D. Pedro.

·Principios de Economia Politica

Lisboa, Imprensa Regia, 1807.

·Principios de Direito Mercantil e Leis da Marinha

Lisboa, 1808.

·Extracto das Obras Politicas e Economicas de Edmund Burke

Rio de Janeiro, 1812, 2 vols..

·Memoria dos Beneficios Politicos do Governo de El-Rey Nosso Senhor D. João VI

Rio de Janeiro, 1818.

 

 

Lobo, António Sousa Silva Costa (1840-1913) Professor de direito, político e historiador português. Foi ministro dos estrangeiros de Dias Ferreira (entre 17 de Janeiro e 27 de Maio de 1892). Em 1864, paralelamente à aceitação da hegeliana concepção dialéctica da história, se antecipam muitas das teses do que virá a ser o organicismo da época salazarista. Considera que a evolução histórica dos organismos sociais passa por três fases. A primeira é a fase da unidade amorfa, onde predomina a homogeneidade indistinta; a segunda é a da variedade das formas, onde é marcante a heterogeneidade; a terceira fase é a da harmonia, a verdadeira síntese orgânica, onde o indivíduo e o Estado atingem o equilíbrio num organismo superior. Se na primeira fase, o indivíduo era estatizado e na segunda se emancipava por completo do Estado, na terceira, na fase da harmonia, já se reconstruía o império da razão e se criavam verdadeiros laços de solidariedade orgânica, através da ideia de associação. Contudo, o Estado não se identifica com a sociedade. É um simples órgão dentro do grande organismo social, o princípio unificador do sistema nervoso. O Estado conservando na sociedade a unidade exterior, enleando em solidariedade todos os seus membros, desempenha no corpo social as mesmas funções que no corpo físico o sistema nervoso. Com efeito, a nossa tentativa de construção do corporativismo radica em teses económico-sociais bem domésticas, resultantes de uma releitura liberal de inspiração krausista, nomeadamente na ideia de construção de um direito social com laivos de socialismo catedrático. Com efeito, esta geração, procurando distanciar-se tanto do velho absolutismo estadualista, como do individualismo demoliberal, acabou por reconhecer o papel dos corpos intermediários, num corporacionismo que tanto se podia vestir do pluralismo da esferas sociais autónomas e da associação livre, como virá a tornar-se num hierarquismo corporativista que restaurou o autoritarismo. O vazio de ideias leva às mais incoerentes viagens ideológicas, dado que o jovem estudante de Coimbra, onde recebeu lições krausistas, rapidamente passa do republicanismo neo-jacobino ao socialismo proudhoniano para, alguns anos volvidos, se tornar adepto do socialismo de cátedra e acabar empedernido figurante do nosso rotativismo. Analisando a figura do rei medieval, salienta que "o poder real foi na Idade média, o promotor da harmonia social:foi ele que fundiu em uma nacionalidade o Portugal primitivo, que se compunha de pequenas repúblicas, que eram os concelhos; de uma gerarquia teocrática, que era o clero, e de uma aristocracia militar ‑ parcialidades que vizinhavam por todo o reino em perpétua discórdia".

·O Estado e a Liberdade de Associação. Dissertação Inaugural para o acto de conclusões magnas

Coimbra, 1864.

·Descargo da minha responsabilidade de ministro

Lisboa, Imprensa Nacional, 1893.

·As Origens do Sebastianismo. História e Perfiguração Dramática

Lisboa, Livraria Moderna, 1909 (2ª ed., Lisboa, Rolim, 1982).

 

O Rei, in "Anais das Bibliotecas e Arquivos de Portugal", vol I, nº5

 

 

Lobo, Frei Francisco Alexandre (1763-1844). Membro da ordem de S. Bento de Aviz. Lente de teologia de 1806 a 1820. Bispo de Viseu desde 1819. Relator da proposta constitucional da Academia das Ciências, aprovada em 21 de Outubro de 1820. Autor de Cauzas da Revolução Francesa, 1822. Ministro do reino do governo da regência de D. Isabel Maria, entre 16 de Dezembro de 1826 e 8 de Junho de 1827. Autor do discurso de proposição nas Cortes Gerais de 1828. Exilado depois de 1833, em França e Roma. Regressa em 1844, reconhecendo as novas instituições. As suas Obras foram publicadas em 3 tomos, 1848, 1849 e 1853.

 

 

Loulé, 1º Marquês de (Desde 1799). 8º Conde de Vale dos Reis. Agostinho Domingos José de Mendonça Rolim de Moura Barreto (1780-1824). Comandante da Legião Lusitana, ao serviço de Napoleão. Assassinado em Salvaterra de Magos em 28 de Fevereiro de 1824. Era venerável da maçonaria e confidente de D. João VI. Ver António Cabral, Uma Tragédia na Corte. A Morte do Marquês de Loulé, Lisboa, 1936.

 

 

Loulé, 2º Marquês e 1º Duque de (Desde 1862). 9º conde de Vale dos reis D. Nuno José Severo de Mendonça de Moura Barreto (1804-1875). Casado com D. Ana de Jesus Maria, filha de D. João VI. Acompanhou D. Miguel na Vilafrancada. Par do reino desde 1826. No exílio desde 1828. Ministro dos negócios estrangeiros da regência de 12 de Janeiro a 3 de Outubro de 1833. Ministro da marinha e ultramar da mesma regência entre 21 de Abril e 26 de Julho do mesmo ano. Ministro da marinha e ultramar no governo de Saldanha, de 27 de Maio a 25 de Julho de 1835. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de José Jorge Loureiro, de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836. Separa-se de D. Ana de Jesus em 1836. Deputado em 1838. Senador em 1840. Presidente do conselho dos históricos: de 6 de Junho de 1856 a 16 de Março de 1859; de 4 de Julho de 1860 a 17 de Abril de 1865 e de 11 de Agosto de 1869 a 19 de Maio de 1870. Presidente da Câmara dos pares de 21 de Setembro a 5 de Outubro de 1870. Chefe do partido dos históricos. Foi grão-mestre da maçonaria em Março de 1852. Faleceu em 23 de Maio de 1875. Teve como filhos Pedro Agostinho de Mandonça Rolim de Moura Barreto, conde de vale dos Reis, 2º duque de Loulé desde 1876, que foi deputado desde 1857; e Augusto Pedro de Mendonça Rolim de Moura Barreto, conde da Azambuja, deputado desde 1861.

 

 

Loureiro, João Bernardo da Rocha 1778-1853 Responsável pelo jornal O Portuguez ou Mercurio politico, commercial e literario, Londres 1813-1822. Depois de 1820, foi nomeado cronista mor do reino. Emigrou depois da vilafrancada. Opositor de D. Pedro IV. Amigo de Passos Manuel, passou à oposição logo em Novembro de 1836. Chegou a sugerir que Passos Manuel fosse enforcado, por não cumprir a Constituição de 1822. Foi de novo para o exílio, agora em Espanha, a partir de 1842, donde só regressou em 1851. Morre pobre e esquecido em Lisboa. LOUREIRO,João Bernardo da Rocha  -Governo misto,130,904 Esta mesma filosofia básica do Estado já aparece também entre os próprios emigrados liberais sitos em Londres. João Bernardo da Rocha Loureiro, em O Portuguez, em 1814, se repudia o governo absoluto e despótico, diz também claramente que nenhum apreço damos à democracia pura, preferindo um governo misto como o da Inglaterra ou semelhante à representação nacional dos Estados Unidos da América. Para tanto, requer uma Constituição e a restauração das Côrtes e das antigas formas do nosso Governo, que mais se achegam às do governo britânico e tanto distam da maneira absoluta e destemperada por que hoje somos governados.

 

 

Loureiro, José Jorge (1791-1860) Neto de negociantes, estudava direito antes de se alistar no exército. Amigo pessoal de Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque. Participa na guerra peninsular. Brigadeiro do exército liberal. Presidente do governo e ministro da guerra de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836, um governo de oposição à situação chamorra que dura 155 dias. Ministro da fazenda e da marinha no governo de Terceira, de 9 a 24 de Fevereiro de 1842. Assume-se então como cartista, pouco favorável à ascensão de Costa Cabral, aparecendo aliado ao seu amigo Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque e a J. B. Felgueiras. Ministro da guerra e da marinha no governo de Palmela, em 26 de Maio de 1846. Cede a pasta da guerra a Sá da Bandeira em 19 de Julho. Mantém-se na marinha até 6 de Outubro de 1846. Ministro da guerra no primeiro governo dos históricos de 6 de Junho de 1856 a 16 de Março de 1859. Acumula a fazenda até 23 de Janeiro de 1857. Autor de Memórias Políticas (1834-1844), 2ª ed., Lisboa, 1986.

 

 

Lousã, 3º Conde da D. Diogo de Meneses de Ferreira de Eça (1772-1862). Tenente-coronel de cavalaria. Ministro de D. João VI no Brasil. Fica na regência do Rio de Janeiro com a pasta da fazenda em 26 de Abril de 1821. Nomeado pela regência estabelecida pelas Cortes, presidente do Real Erário (ministro da fazenda), em 26 de Janeiro de 1821. Ministro da fazenda da regência de D. Isabel Maria, de 8 de Junho a 14 de Agosto de 1827. Ministro da fazenda de D. Miguel, desde 26 de Fevereiro de 1828.

 

 

Luciano de Castro, José (1834-1914). José Luciano de Castro Pereira Corte-Real. Considerado a velha raposa. Duas frases contribuem para o caracterizar: o meu Partido não é que me leva ao Poder, sou eu que levo o meu Partido ao Poder. Outra: se fôssemos a fazer política com gente honesta, ficaríamos só com meia dúzia de pessoas. Matricula-se em direito em 1849-1850. Deputado desde 1853. Casa com uma filha do deputado Alexandre de Seabra, presidente da Câmara da Anadia e autor de um projecto de Código de Processo Civil em 1869. Passa a viver no Porto em 1858. Ministro da justiça do governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 20 de Maio de 1870. Ministro do reino de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881, no primeiro governo progressista de Braamcamp. É então que apresenta em 4 de Fevereiro de 1880 uma proposta de lei sobre a responsabilidade ministerial que não chega a ser discutida na Câmara dos Pares, apesar de aprovada na Câmara dos Deputados. Depois da morte de Anselmo Braamcamp, passa a chefiar os progressistas em 10 de Dezembro de 1885, com o apoio de Barros Gomes e Oliveira Martins e a oposição de Emídio Navarro e Mariano de Carvalho. Presidente do conselho de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1880, acumulando a pasta do reino. Vence as eleições de 6 de Março de 1887 (113 deputados) e de 20 de Outubro de 1889. Segunda chefia do governo de 7 de Fevereiro de 1897 a 25 de Junho de 1900. Terceira chefia do governo, entre 20 de Outubro de 1904 e 19 de Março de 1906, sem acumular qualquer pasta. Governador da Companhia Geral do Crédito Predial português de 31 de Março de 1887 a 4 de Junho de 1910, onde sucedeu a Fontes Pereira de Melo.

 

 

Luís I, D. Nasceu em 31 de Outubro de 1838. Coroado rei em 22 de Dezembro de 1861. Casou com D. Maria Pia de Sabóia (1847-1911), filha de Vitor Emanuel II, rei do Piemonte, em 6 de Outubro de 1862. Morreu em 19 de Outubro de 1889.

 

 

Lumiares, 4º Conde. José Manuel Inácio  da Cunha e Meneses da Gama e Vasconcelos Carneiro de Sousa Portugal e Faro (1788-1849).  Maçon. Oficial da marinha e do exército. Participa na guerra peninsular. Brigadeiro desde 1833. Comandante do corpo de voluntários nacionais de 1832 a 1834. Um dos principais compradores dos bens da fazenda nacional em 1835. Presidente do conselho e ministro da marinha do primeiro governo setembrista, de 10 de Setembro a 4 de Novembro de 1836. Grão-mestre da chamada maçonaria do sul em 1835-1836. Segundo Fronteira tinha-se feito pedreiro-livre depois de velho.

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003