Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Napier, Charles  (1786-1860) Oficial da armada britânica. Sucede a Sartorius no comando da armada de D. Pedro durante a guerra civil. Devido à sua estratégia que levou à vitória na batalha naval do Cabo de S. Vicente, onde foi destruída a esquadra miguelista, dá-se uma inversão no processo da guerra, com a consequente vitória dos liberais.

Guerra da Sucessão em Portugal

 

 

Navarro, Emídio Júlio  (1844-1905) Cursa medicina e direito, tendo enveredado pelo jornalismo. Funda com António Ennes o Progresso. Está também na origem do Correio da Noite e de As Novidades (1885). Aqui, tem como continuador Barbosa Colen. Membro do partido progressista, opõe-se, depois da morte de Anselmo Braamcamp Freire, à eleição de José Luciano, aliando-se a Mariano de Carvalho. Deputado progressista desde 1879. Ministro das obras públicas, comércio e indústria de José Luciano, entre 20 de Fevereiro de 1886 e 23 de Fevereiro de 1889, período em que tem a viva oposição de Oliveira Martins, até porque recusa hipótese deste constituir um ministério da agricultura. Embaixador em Paris em 1892.

 

 

Nazareth, Francisco José Duarte (1805-1862) Jurista. maçon. Professor da Universidade de 1835 a 1861. Presidente da Câmara de de Coimbra em 1834, 1838, 1841, 1846. Deputado em 1840-1842; 1851-1852; 1853-1856 e 1857-1858.

 

 

Neuville, Hyde de  (1776-1857) jean Guillaume, barão Hyde de Neuville. Membro activo dos contra-revolucionários durante a emigração. Ministro da marinha no governo Martignac que sobe ao poder em 3 de Março de 1828. Embaixador francês em Lisboa em 1823-1824 e em 1848. Chega a Lisboa em 10 de Agosto de 1823. Influencia Pamplona. Chateaubriand incumbe-o de impedir a emissão de uma carta constitucional. Terá enredado o embaixador britânico Thornton, por ocasião da abrilada de 1824. Nomeado marquês da Bemposta Subserra por D. João VI. Considerado um inimigo capital de D. Miguel.

 

 

Neves, José Acúrsio das (1766-1834) Formado em leis, foi juiz em Angra até 1807. Membro da Junta do Comércio desde 1810, será saneado pelo vintismo. Procurador às cortes de 1828, será destacada figura do miguelismo. Morto em 6 de Maio de 1834. Contra-Revolução consensualista,131,907 Se uma certa costela vintista procura retomar o consensualismo pré‑absolutista,o facto é que entre os adversários do liberalismo também se encontram desenvolvimentos provindos da mesma raiz doutrinária. É o caso do miguelista José Acúrsio das Neves.Ele revolta‑se contra os vintistas porque "em lugar de seguirem o caminho trilhado pela experiência ,tomaram pelos espaços aéreos da abstracção,para subverterem tudo com as suas vãs teorias ,e tão vãs ,que fazem lembrar os engenhosos pensamentos do autor da história de Gulliver sobre o governo da Lapúcia".Para ele "todos falam em pátria;porém uns para a salvarem,como Catão;outros para lhe lançarem novos ferros,como César,quando passava o Rubicão,dizendo que ia vingá‑la,ou como Sylla,e os triúnviros quando em nome dela proscreviam os cidadãos mais respeitáveis da República". Preocupa‑se, contudo, com o facto do poder tender para o despotismo:"os governantes tendem sempre a aumentar,concentrar o seu poder;e daqui vem que o Governo democrático propende para o aristocrático,o aristocrático para o oligárquico,este para o monárquico,e finalmente para o despótico". Refere em seguida o despotismo como "o governo que para se manter, for obrigado a substituir a força física à força moral,onde o amor dos povos...não for o laço de união entre os governantes e os governados".E isto porque "segundo os publicistas é aquela monstruosa espécie de Governo,onde um só,sem lei e sem regra ,move tudo pela sua vontade...é todo aquele que não reconhece outro princípio senão a vontade de quem governa,ou seja um só,ou sejam muitos,porque o distintivo consiste na natureza do mesmo Governo,e não no número das pessoas que o exercitam".No despotismo"tudo se prostitui a quem governa ;não há emulação" e "não se querem para os empregos senão homens servis e aduladores". Considera que a política tem de ser limitada pela moral:"que é a política ,quando não tem por fundamento a ciência dos costumes?Porque os legisladores ,e principalmente os modernos têm separado uma da outra,é que os povos são agitados pelas comoções mais violentas".Acontece também , por via disso, que "a razão anda sempre em guerra com a opinião,e em seus combates ...é sempre condenada à morte".O problema está em que "o triunfo das ideias falsas, e por consequência o das falsas opiniões públicas não tem mais duração, que a do engano ou da violência que as sustenta".

·Manifesto da Razão contra as Usurpações Francesas. Oferecido à Nação Portuguesa, aos Soberanos e aos Povos

(Lisboa, 1808) (cfr. Obras Completas, 5, pp. 7 segs.).

·O Despertador dos Soberanos e dos Povos. Oferecido à Humanidade

Lisboa, 1808 - 1809) (cfr. Obras Completas, 5, pp. 45 segs.).

·A Salvação da Pátria. Proclamação aos Portugueses sobre a sua Honra e o seu Dever nas actuais circunstâncias da Monarquia

Lisboa, 1809) (cfr. Obras Completas, 5, pp. 135 segs.).

·Obras Completas de José Acúrsio das Neves

Com estudos introdutórios de António Almodovar e Armando Castro, Porto, Edições Afrontamento: vols. 1 e 2 - História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e da Restauração deste Reino; vol. 3 - Variedades sobre vários Objectos relativos às Artes, Comércio e Manufacturas, consideradas segundo os Princípios da Economia Política; vol. 4 - Memória Económica-Política sobre a Liberdade do Comércio dos Grãos com a sua Aplicação às Ilhas dos Açores e Outros Escritos Económicos; vol. 5 - Escritos Patrióticos.

 

 

Nogueira de Figueiredo, Bernardo Sá (1795-1876). Ver Bandeira, Sá da

 

 

Nogueira, António Cabral de Sá (1799-1879) Maçon. Irmão de Sá da Bandeira. Bacharel em matemática. Deputado em 1834-36; 1837-1838; 1838-1840; 1840-1842; 1842-1845; 1857-1858; 1861-1864; 1865-1868; 1868-1869; 1869-1870; 1870-1871.Presidente da Câmara dos deputados. Governador civil de Lisboa em 1860-1861.

 

 

Nogueira, Joaquim Félix Henriques (1825-1858) Figura fundamental da doutrinação republicana. Adepto das utopias descentralizantes do federalismo municipalista.

·Estudos sobre a Reforma em Portugal

Lisboa, 1851

·O Município no Século XIX

1856

·Almanaque Democrático

1852 a 1855.

 

 

Nogueira, Ricardo Raimundo (1746-1827) Professor de direito. Membro da regência do reino de 1810 a 1820.  Amigo de José Agostinho de Macedo. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental.

·Prelecções de Direito Pátrio

1795 a 1796.

 

 

Noronha, António Manuel de (1761-1860) Visconde de Santa Cruz  Desde 1851 Ministro da marinha e ultramar do governo da regência de D. Isabel Maria, de 6 de Dezembro de 1826 a 30 de Junho de 1827, quando é substituído pelo Visconde de Santarém. Governador de Angola em 1839. Deputado de 1842 a 1845.

 

 

Noronha, D. Caetano de  (1820-1881) D. Caetano Gaspar de Almeida e Noronha Portugal Camões de Albuquerque Moniz e Sousa. 3º Conde de Peniche e 8º Marquês de Angeja, Desde 1879 (Herdeiro de Uma Tia) Bacharel em direito (1842). Advogado. Começou cabralista. Governador civil de Évora em 1850-51. Regenerador. Eleito grão-mestre do Grande Oriente de Portugal em 24 de Novembro de 1863. Opõe-se à fusão. Nas eleições de 1867 constitui um grupo oposicionista dito liberal-progressista. Afasta-se de Lobo de Ávila em Março de 1868. Implicado na Janeirinha de 1868. Ligado aos reformistas, vence as eleições de 11 de Abril de 1869. No ano seguinteOs reformistas e penicheiros passam de 79 a 15 deputados e os históricos, integrando regeneradores a 89. Em Maio de 1870, reformistas e penicheiros abandonam a Câmara dos Deputados, acusando o presidente da Câmara dos Deputados de lhes coarctar a liberdade de expressão. Implicado na saldanhada de 1870. Ministro das obras públicas, comércio e indústria durante a saldanhada, de 26 de Maio a 1 de Agosto de 1870. Vai para embaixador em Bruxelas. Os penicheiros mostravam-se muito desordeiros e começaram logo a surgir boatos sobre um eventual golpe a desencadear por estes. Exílio de 1871 a 1877.

 

 

Noronha, D. João Inácio Francisco Paula de (1820-1884). Ver Parati, 2º Conde de. 

 

 

Novais, José de Abreu Couto Amorim (n. 1855)  Formado em direito em 1878. Advogado. Presidente da Câmara de Barcelos. Deputado desde 1881. Governador civil de Aveiro (1890), Braga (1893) e Porto (1894). Ministro da justiça de João Franco, de 19 de Maio  de 1906 a 2 de Maio de 1907. Considerado então um ardente monárquico, muito religioso.

 

 

Novion, Conde de. Comandante da guarda real do polícia em 1803. Preso por Gomes Freire durante os motins de Campo de Ourique.

 

 

Nunes, José Matias (1848-1920) Militar. Progressista. Ministro da guerra de José Luciano, de 27 de Dezembro de 1905 a 19 de Março de 1906. Ministro da guerra no governo de Veiga Beirão, entre 22 de Dezembro de 1909 e 26 de Junho de 1910.

 

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