Respublica     Repertório Português de Ciência Política         Edição electrónica 2004


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Políticos Portugueses da Monarquia Constitucional (1820-1910)
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Galhardo, Eduardo Augusto Rodrigues (1845-1908) Sobrinho de Alexandre Herculano. Militar das campanhas de África. Governador de Macau e da Índia. Ministro de Portugal no Sião, na China e no Japão.

 

 

Galvão, Joaquim de Santo Agostinho Brito França (1767-1845) Da ordem de Santo Agostinho, Licenciado em teologia (1793). Professor de direito natural no seminário de Santarém.Deputado em 1822. Criticou em 1809 o Correio Braziliense que defendia a aplicação a Portugal do modelo constitucional britânico. Autor de

·Compêndio de Direito Natural

·Reflexões feitas em abono da verdade sobre... o “Correio Braziliense

 

 

Gama, D. Alexandre de Saldanha da (1778-1839) 1º Conde de Porto Santo Desde 1823 Oficial da marinha. Ajudante de campo do duque de Sussex. Maçon. Governador do Maranhão (1802-1806) e de Angola (1807-1810). Representante de Portugal no Congresso de Viena (1814-1815), na Rússia (1815-1818) e em Espanha (1820 e 1823). Na sequência da Vilafrancada é feito conde de Porto Santo e regressa à embaixada de Madrid. Ministro dos negócios estrangeiros de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826, no governo de Lacerda/ Barros. Presidente da comissão municipal de Lisboa em 1833.

 

 

Garcia, Frederico Ressano (1847-1911) Engenheiro por Paris. Professor de finanças no Instituto Comercial de Lisboa. Ministro da marinha e ultramar de José Luciano, de 23 de Fevereiro de 1889 a 14 de Jáneiro de 1890. Ministro da fazenda no segundo governo de José Luciano, de 7 de Fevereiro de 1897 a 26 de Junho de 1900.

 

 

Garcia, José Elias (1830-1891) Engenheiro militar e lente de mecânica da Escola do Exército. Propagandista republicano. Director do jornal A Democracia, fundado em 1873. Eleito deputado por Lisboa em 21 de Agosto de 1881, sob um governo regenerador. Era amigo de Fontes Pereira de Melo, para quem se não houvesse o Elias Garcia, tínhamos de o inventar. Volta a ser eleito deputado republicano por Lisboa em 6 de Março de 1887, sob um governo progressista. Um dos três deputados republicanos eleitos em 30 de Março de 1890. Vereador da câmara de Lisboa.  Foi grão-mestre da maçonaria.

 

 

Garcia, Manuel Emygdio (1838-1904) Depois de Mendonça Furtado, vai surgir, entre 1881-1882 e 1890-1891, surge Manuel Emídio Garcia que, algumas vezes, chegou a ser substituído por Lopes Praça. O modelo vai, aliás, manter-se até 1901, embora, em 1879, a matéria de história do direito constitucional português tivesse passado da 1ª para a 4ª cadeira, em troca com a doutrina do direito das gentes, mantendo-se contudo o título da cadeira. Vai ser o principal responsável pela introdução das ideias positivistas nos domínios do direito e das coisas políticas. Segundo as palavras do mesmo Garcia, a Política seria a ciência que estuda as condições e fenómenos de formação, constituição e renovação do organismo social, constituindo um dos cinco ramos das ciências sociais, ao lado da Economia, da Administração, da Moral e do Direito, as quais deveriam obedecer à metodologia das ciências da natureza. Se a economia tinha a ver com a vitalidade do mesmo organismo social, a administração, com a conservação, e a moral, com o aperfeiçoamento humano, já o direito diria respeito à garantia. Até porque, segundo a ideologia positivista, a sociedade teria de ser perspectivada como um organismo social, que o mesmo autor entendia de maneira biologista: um vasto e complexo organismo, composto de aparelhos e órgãos distintos, separados, mas homogéneos, como base da moderna sociologia, não é uma simples analogia, uma hipótese gratuita, uma figura de retórica. É uma realidade fenomenal, é um facto induzido da observação e da experiência, hoje cientificamente comprovado. Acrescentava que se tornou um dever de consciência e uma obrigação de ofício iniciar as novas gerações no método da filosofia positiva e ministrar-lhe conhecimentos verdadeiramente científicos, aplicados às realidades do organismo social. Transformou-se assim num desses propagandistas da verdade em nome da ciência, tentando difundir os princípios de Comte e de Littré, autor de Conservation, Révolution et Positivisme, obra que vai marcar o processo da III República Francesa, principalmente através de Léon Gambetta e Jules Ferry. Como veio a reconhecer Ricardo Jorge, Garcia, em vez de ensinar ciência jurídica, passava o ano a glosar Comte na cátedra universitária, como fazem ao Alcorão os mestres muçulmanos(). Aliás, adoptava o positivismo com um fervor messiânico e revolucionário, a que não faltou a própria militância no Partido Republicano e a vulgarização das respectivas teses através de um jornal próprio, a Correspondência de Coimbra, donde ia zurzindo contra os sistemas metafísicos. No plano da metodologia, advogava o método indutivo e experimental para análise do organismo social, entendido como um organismo biológico superior, com aparelhos e órgãos distintos, separados, mas não homogéneos e sujeitos à lei da diferenciação progressiva dos órgãos, a especialização de funções, à separação entre o centro e a periferia e às leis fundamentais da evolução. Segundo as respectivas concepções, a função da sociologia e, consequentemente, da ciência política, seria a de observar os fenómenos da vida social e, depois, extrair dessa observação, por indução e generalização, as eis causais que os regem.

1880

Carta introdutória

Escrita para um Estudo Sociológico que foi editado pelos seus discípulos Henriques da Silva, António Pinto de Mesquita, Francisco Rego Feio, Luís de Magalhães e João Arroio,

 

Apontamentos e algumas prelecções do Dr. M. Emygdio Garcia no curso de sciencia política e direito político, colligidos pelos alunos do mesmo curso padre A. Camello e Abel Andrade.

1885

Programma da quarta cadeira para o curso respectivo ao anno lectivo de 1885 - 1886

 

(Coimbra, Imprensa da Universidade, 1885) (plano desenvolvido do curso de Ciência Política e Direito Político).

 

 

Garrett, João Baptista da Silva Leitão de Almeida (1799-1854) Natural do Porto, vai com a família para a ilha Terceira em 1809, por causa das invasões francesas, onde é educado, nomeadamente pelo tio, o bispo de Angra, D. Frei Alexandre da Sagrada Família. Matricula-se em leis, em 1816. Membro activo da loja maçónica, Sociedade Jardineira. Termina o curso de direito em 19 de Novembro de 1821. Instalado em Lisboa, entra em Agosto de 1822 para a secretaria de estado do reino. Publica O Dia 24 de Agosto de 1821. Exilado de 1823 a 1826, primeiro em Londres e depois em França, onde publica o poema Camões. Regressa a Lisboa em 1826, publicando Carta de guia para eleitores. Dedica-se ao jornalismo político. Participa nas archotadas. De novo, no exílio depois de 1828 em Londres e em França.  É adido junto de Palmela e publica em Londres, em 1830, Portugal na Balança da Europa e Da Educação. Colabora com Mouzinho da Silveira no governo de Angra. Mindeleiro. Encarregado de negócios em Bruxelas (1834-1836). Começa a publicar em Julho de 1836 O Português Constitucional, ligado ao grupo de Passos Manuel. Membro fundador da Sociedade Patriótica Lisbonense em 9 de Março de 1836. Subscritor da acusação de alta-traição aos implicados na belenzada de Novembro de 1836. Deputado pelos Açores em 1837-1842. Funda o Teatro Nacional e o Conservatório Nacional em 1838. Cria um reportório de teatro português, onde se destaca Frei Luís de Sousa, de 1843. Escreve Viagens na Minha Terra, também  em 1843, obra apenas publicada em 1846. Opõe-se ao cabralismo, regressa ao activo da política com a Regeneração. Visconde em 1851. Autor do relatório da lei eleitoral de 1846 e da lei sobre as misericórdias de 26 de Novembro de 1851. Ministro dos negócios estrangeiros de Saldanha, entre 4 de Março e 19 de Agosto de 1852. Apresenta na Câmara dos Pares um relatório sobre a reforma administrativa em 21 de Janeiro de 1854.

1822

O Dia 24 de Agosto de 1821

 

 

1826

Carta de guia para eleitores, em que se trata da opinião pública, das qualidades para deputado, e do modo de as conhecer

 1829

Tractado de Educação

 

Londres, 1829.

1830

Portugal na Balança da Europa. Do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado

 

(Londres, 1830

Reed. port., Lisboa, Livros Horizonte, s.d.).

1843

Frei Luís de Sousa

 

 

1846

Viagens na Minha Terra

 

Obra escrita em 1843, mas apenas publicada em 1846.

 

}João Gaspar Simões, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, in Jurisconsultos Portugueses do Século XIX, 2º vol., edição do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, Lisboa, 1960, pp. 174 ss.

 

 

Geraldes, João José Vaz Preto (m. 1843) Bacharel em direito, agricultor. Um dos pares do reino nomeados pela fornada de 3 de Maio de 1842. Passa, depois, para a oposição a Costa Cabral.

 

 

Geraldes, Manuel Vaz Preto (1828-1902) Um dos paradigmáticos caciques do constitucionalismo monárquico. Sucessivamente regenerador e constituinte. Depois de fazer vários deputados, dos quais se destaca João Franco, constitui a coluna de sustentação dos constituintes de José Dias Ferreira.

·Começa como influente regenerador no distrito de Castelo Branco.

·A partir de Novembro de 1878, opondo-se à política do ministro das obras públicas Lourenço António de Carvalho, passa para a oposição.

·Torna-se dissidente dos regeneradores com Pinheiro Chagas, Sousa Lobo e o Conde da Graciosa, criando um movimento dito Mais regeneradores que os próprios regeneradores.

·Passa para os constituintes de Dias Ferreira,. Ataca o governo em 25 de Fevereiro de 1880 e tem um duelo com Emídio Navarro.

 

 

Gneco, César Eudóxio Azedo (1849-1911) Operário. Fundador do Centro Republicano Federal (1873). Dirigente e fundador do Partido Socialista (1875). Tentou colaborar com D. Manuel II.

 

 

Godoy, Manuel de (1767-1851) Natural de Badajós. Chefe do governo espanhol de 1792 a 1808. Duque de Alcudia e Príncipe da Paz. A Espanha, governada por Godoy, aproveita-se então das circunstâncias de ser aliada da França e trata de obter algumas contrapartidas com as novas circunstâncias, donde sairão prejudicados os interesses portugueses. Num tratado de Março de 1801, a Espanha conseguia, além do regresso da ilha de Minorca e da promessa de reocupação da ilha de Trinidad, que uma princesa espanhola passasse a titular do reino da Etrúria, considerado como propriedade da Espanha (este novo reino sucedia ao Grão-Ducado da Toscana, estabelecido pelos Medici em 1569, na base da anterior república de Florença; em 1807 será integrado no Império francês; em 1809 será restabelecido, sendo atribuído a Elisa Bonaparte) . Já antes, em Janeiro desse mesmo ano, entre Paris e Madrid, firmava-se o tratado secreto de Fontainebleau, no qual se prevê expressamente a a partilha de Portugal. Um mês depois, em 27 de Fevereiro de 1801, já Carlos IV declara guerra a Portugal. É neste quadro que, durante dez dias, entre 20 e 30 de Maio de 1801, se desenrola a chamada Guerra das Laranjas, que, no plano militar, se resumiu a uma série de escaramuças no Alentejo, onde apenas participam cerca de meio milhar de homens em cada parte. Como então reconhecia o nosso generalíssimo, o Duque de Lafões, em carta dirigida ao comandante espanhol, Solano: Para que nos havemos de bater? Portugal e Espanha são duas mulas de carga. A Inglaterra lançou-nos, a França espicaça-nos; saltemos, agitemos os guizos, mas, por amor de Deus, não nos façamos mal nenhum: muito se ririam à nossa custa. Foi obedecendo a esta estratégia que as praças portuguesas da Juromenha, de Olivença e de Campo Maior se renderam sem resistência. E logo em 6 de Junho eram assinados dois Tratados em Badajoz, um com a Espanha, onde renunciávamos a Olivença, e outro, com a França, onde ficávamos obrigados a aderir ao Bloqueio Continental e a entregar uma grossa indemnização. Afinal, no jogo das mulas sempre levávamos um forte coice, cuja marca se tornaria permanente. Não se pense que Napoleão exultou com a circunstância. Não só não ratificou o tratado com a França, como logo taxou Godoy de miserável e traidor, por ter impedido que as tropas francesas comandadas por Leclerc prosseguissem a sua marcha para a conquista de Portugal. E como represália não entregou à Espanha a ilha da Trinidad. Aliás Godoy parece que estabeleceu boas relações com o nosso enviado especial, Luís Pinto de Sousa Coutinho, futuro Visconde de Balsemão.

 

 

Gomes, Henrique de Barros  (1843-1898) Político português dos finais do século XIX. Formado pela Escola Politécnica, destaca-se como membro da direcção do Banco de Portugal. Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa.  Deputado, primeiro como reformista e depois como progressista. Amigo de Oliveira Martins. Ministro da fazenda do governo de Braamcamp (de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881). Ministro dos negócios estrangeiros de José Luciano, de 20 de Fevereiro de 1886 a 14 de Janeiro de 1890, quando sofre a questão do ultimatum. Ministro da marinha e ultramar no governo de José Luciano  (de 7 de Fevereiro de 1897 a 18 de Agosto de 1890, período em que surge a convenção luso-alemã para a partilha das colónias portuguesa.  De 8 de Novembro de 1897 a 3 de Novembro de 1898, acumula os estrangeiros.

 

 

Gomes, João Augusto Marques Historiador, autor de Luctas Caseiras. Portugal de 1834 a 1851, Lisboa, Imprensa Nacional, 1894.

 

 

Goodolphin, José Cipriano da Costa (n. 1842) Empregado comercial. Descendente de Pedro Álvares Cabral.

·A Associação. História e Desenvolvimento das Associações Portuguesas

Lisboa, Tipografia Universal, 1876.

 

 

Gordo, Manuel Ferreira (1770-1830). Agostinho. Maçon. Doutor em cânones. Perseguido pela setembrizada de 1810. Volta a ser preso em 1828.

 

 

Gorjão, Manuel Rafael (1846-1918) Militar. Governador de Moçambique, impulsionador das obras no porto de Lourenço Marques. Ministro da marinha e ultramar de Hintze Ribeiro de 23 de Fevereiro de 1903 20 de Outubro de 1904. Era o comandante da divisão militar de Lisboa em 1910.

 

 

Gouveia, D. António Aires (1828-1916) Bispo de Betsaida Catedrático de direito desde 1861.  Especialista em assuntos penitenciários. Deputado de 1861 a 1865. Ministro da justiça desde 5 de Março de 1865. Ministro do governo de Dias Ferreira (1892). Ocupou a pasta da justiça de de 17 de Janeiro a 27 de Maio e a dos negócios estrangeiros, desde esta data até 23 de Dezembro de 1892.

 

 

Gouveia, José Eduardo Melo (1815-1893) Deputado em 1848-1851; 1853-1856; 1860-1861; 1869-1870; 1871-1874; 1875-1878; 1879. Par do reino desde 1880. Ministro da marinha e ultramar e da justiça no governo de Ávila, de 29 de Outubro de 1870 a 13 de Setembro de 1871. Ministro da marinha e ultramar no governo de Ávila, entre 5 de Março de 1877 e 29 de Janeiro de 1878 (acumula a fazenda desde 10 de Setembro de 1877). Promove a expedição a África de Serpa Pinto, Capelo e Ivens. Ministro da marinha e ultramar no governo de Fontes de 14 de Novembro de 1881 a 30 de Janeiro de 1883. Ministro da fazenda de João Crisóstomo, de 14 de Outubro a 24 de Novembro de 1890. Autorizou a expedição entre Angola e Moçambique.

 

 

Guerreiro, José António (1789-1834) Deputado vintista e ministro da justiça, fiel ao modelo da Carta Constitucional, chega a membro da regência dos Açores.

·Jurista. Formado em cânones em 1816. Advogado. Deputado em 1821.

·Ministro da justiça de 27 de Maio a 2 de Junho de 1823, durante a vilafrancada, quando alinha com os constitucionais vintistas, apoiando D. João VI.

·Ministro da justiça do governo da regência de D. Isabel Maria, entre 15 de Agosto e 13 de Outubro de 1826, onde foi substituído por Gouveia Durão.

·Chega à Terceira em 15 de Março de 1829.

·Faz parte da regência colectiva estabelecida por D. Pedro em 15 de Junho de 1829.

 

Manifesto dos direitos de Sua Magestade Fidelissima a srª D. Maria II, e exposição da questão portugueza

Londres, 1829. Com Palmela

 

 

Guião, António José Jurista. Procurador régio. Ministro miguelista. Membro da junta criada em 18 de Junho de 1823 para a reforma da lei fundamental. Membro da Junta de 13 de Julho de 1826 que organiza as instruções para a eleição de deputados. Membro da Junta que prepara as Cortes de 1828. Ministro do reino e da marinha de D. Miguel, desde 22 de Setembro de 1833. Acompanha D. Miguel na partida para o exílio em Sines, depois da Convenção de Évora Monte.

 

 

Guimarães Júnior, Isidoro Francisco (1808-1883) Visconde da Praia Grande de Macau desde 1862 Maçon. Oficial da marinha. Mindeleiro. Destaca-se como governador de Macau, diplomata na China e no Sião e ministro da marinha e do ultramar.

·Mindeleiro.

·Governador de Macau de 19 de Novembro de 1851 até 1863.

·Ministro de Portugal no Japão, Sião e China em 1859.

·Ministro da marinha e ultramar no governo da fusão, de Joaquim António de Aguiar, desde 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868, falecendo no exercício das suas funções.

·Acumula, no mesmo governo, a pasta da guerra, de 26 de Setembro a 22 de Novembro de 1865 e de 23 de Abril a 9 de Maio de 1866.

 

 

© José Adelino Maltez. Todos os direitos reservados. Cópias autorizadas, desde que indicada a proveniência: Página profissional de José Adelino Maltez ( http://maltez.info). Última revisão em: 20-12-2003